segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Perfeitinha, mas nem tanto


Ontem, 05 de outubro de 2008, um aniversário pouco percebido em meio ao clima de eleições municipais por todo o país. Vinte anos de Constituição, a Lei Suprema de qualquer país. A nossa trouxe tantas inovações, ampliou leques de direitos anteriormente omissos, tornou-se a mais humana de todas as constituições, pondo – pelo menos em tese – todos com os mesmos direitos e deveres, garantindo liberdade de pensamento, de ir e vir, de crença e não-crença. O mais famoso de todos os artigos é, sem dúvida, o artigo 5º, o “artigo da cidadania” em que todos somos iguais em direitos e deveres. Não queria passar em branco uma data tão importante, sobretudo se considerarmos lutas históricas para que esses direitos fossem alcançados. Não pensem as novas gerações que tudo isso caiu de bandeja nos pratos limpos diante de nós. Liberdade e igualdade vieram à custa de muito clamor e não pouco sangue...

9 comentários:

Serginho Tavares disse...

ah se todos pudessem entender a constituição e lutar pelos seus direitos...beijos amigo

sp disse...

O tempo passa, passa e passa e parece que parou com o próprio tempo que ao passar fica...

Um abraço peludo!!!

[Farelos e Sílabas] disse...

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Serginho: Se todos pudessem ter acesso ao conhecimento da Constituição e, com isso, entendê-la pra lutar pelos seus direitos... sim, você está certo, amigo!

Mas continuemos ousando e sonhando que este dia chegará!

sp: Mas ficou tanto tempo que é preciso ficar mais pra não parecer ter passado tanto, ou, pior, ter parado com o próprio tempo.

Nem todas as coisas passam, mesmo que passem com o tempo. Isto é fato.

Abraço recebido, ó amigo alfacinha!

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Euzer Lopes disse...

Perfeita realmente ela não é, afinal, nesta vida, perfeito, só Deus.
Mas, convenhamos, se hoje você pode, entre tantas coisas, xingar o prefeito de sua cidade (ainda que arque com um processo nas costas, afinal, quem fala o que quer...), deve isso a ela.
Eu diria que foi um avanço e tanto.
Se hoje você pode processar uma loja que vendeu um produto com defeito a você e não lhe deu a mínima, idem.

Leo disse...

E ninguém lembrou disso! Justo em um dia de renovação, teria sido uma bela lembrança.
abs

[Farelos e Sílabas] disse...

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Euzer: E põe avanço nisso, rapaz!

Nas Constituições de 1967 e de 1969, que antecederam à atual Carta Magna, tínhamos a premissa de um governo para o povo. O governo sabia o que era melhor para a sociedade e para ela tomava as decisões.

Foi com a atual Constituição (1988) que o paradigma passou a constituir-se nas ações do governo a partir da sociedade. Agora o governo precisa "governar" com o povo e não mais para o povo. A sociedade sabe o que é melhor para ela e por ela o governo deve agir.

Você está certo, hoje devemos muito a ela em termos de liberdades e outros direitos não menos relevantes.

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[Farelos e Sílabas] disse...

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Leo:

Verdade, Leo. Acho que o clima de eleições abafou um pouco o que poderia ter sido ótima oportunidade para a lembrança. Mas eu ainda creio que se ouvirá falar desses 20 anos que fizeram toda a diferença pra cada cidadão brasileiro!

Abração!

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ladyneide disse...

As promessas de "vida" contidas no texto constitucional são perfeitas.
A questão é a inefetividade do direito constitucional. Sabemos muito bem, que há "direitos" que não são aplicados concretamente.

Vivemos numa sociedade orfã de justiça, de educação, moradia, emprego, saúde...
Sabemos que diariamente acontecem violências de toda espécie com as crianças, os jovens, os idosos, os índios...
Infelizmente, temos outro sério problema: o nosso comodismo, este nos impede de sermos melhores...
Nós não brigamos pra fazer valer nossos direitos, não cobramos de nossos políticos, não fazemos nada.
E ainda jogamos a culpa em nossos governantes, porque é mais prático!

[Farelos e Sílabas] disse...

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Sim, Neidinha, há muitos direitos que parecem não sair do papel. A "culpa' não é da Constituição, mas de nossos legisladores, os quais sempre procuram fazer valer o toma-lá-dá-cá com o governo para poderem desengavetar os projetos de lei para regulamentar o que é preciso, votar a aprovar.

Por outro lado, de fato, vivemos numa sociedade órfã de tanta coisa, mas sobretudo cheia de desafeto.

Eis o nosso papel: agirmos como o beija-flor em plena floresta! Você disse muito bem: brigarmos para fazer valer nossos direitos. Agirmos!

Como é bom te ler por aqui!

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