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quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um [novo] verbo: twittar


Confesso que ainda estou aprendendo sobre o tal programa Twitter. Confesso que Orkut e MSN não me seduzem há séculos, tanto que não os tenho. Confesso que fui atraído porque o programa não é de conversação, o que não me agrada, e sim de troca de informações. Confesso que a sede por informações é o que mais me convenceu da utilidade (eu as seleciono por categorias e temas). Confesso que, às vezes, me perco nas ferramentas (apesar de tão simples), mas até que o meu twitter já deu uma melhorada básica. Confesso que os poucos caracteres me exercitam o dom. Confesso que é viciante nos primeiros dias. De uma certa forma, confesso que fico mais ‘antenado’ agora sobre vários assuntos (trânsito na minha cidade, meteorologia, promoções musicais – amo ganhar CDs! –, promoções literárias – adoro ganhar livros! -, shows, exposições e peças em cartaz no momento, cancelamentos de shows, os projetos que estão sendo votados neste instante e até quantos compareceram nas sessões da Câmara e do Senado, as novas leis promulgadas, resultados de jogos, etc). Confesso, por sua vez, que há muita coisa que não vem ao caso (informações sem nexo algum, bobagens, etc). Confesso que é preciso ter discernimento e bom senso pra não perder-se lendo tanta coisa. Não somos máquinas. Somos seres com um tempo apropriado para nosso aprendizado. Por falar nisso, eis uma pérola que captei neste instante das praias twitteiras de um dos autores que mais admiro (suas obras me fazem um bem daqueles!):


“Nós não somos máquinas. Somos seres da natureza (...) .É perigoso introduzir pressa num corpo que tem suas raízes na lentidão da natureza.”

Rubem Alves



Notinhas de rodapé: Já coloquei o link do meu twitter no texto. Acho que vou colocá-lo mais destacado na barrinha ao lado. Ainda decidirei sobre a conveniência ou não. E, como não poderia deixar de ser: um excelente feriado de Corpus Christi a todos!

domingo, 16 de maio de 2010

Algumas observâncias do “finde”...



•• Este final de semana, fazendo minhas comprinhas no supermercado [sim, sou dono de casa!], acabei passando por uma amiga que é funcionária naquele estabelecimento. Perguntei-lhe como tinha sido seu dia das mães. Respondeu-me exaltando as virtudes do maridão, o mesmo que lhe havia preparado todo o almoço em comemoração àquela data. Elogiei a atitude do camarada. A partir daí, ela foi me dizendo como o conheceu, etc e tal. Ao final, arremtatou: “- E ainda ouço alguns dizerem que não existe amor à primeira vista. Sim, existe. Assim ocorreu comigo. Conheci-o e me apaixonei por ele no instante em que o vi. Assegurei que seria meu. Estamos juntos há treze anos. E felizes, tá!”

Eu não duvido. Mas que é exceção à regra, ah, isso é!

•• Nesta noite de sábado, estive com três amigos assistindo ao musical “Era no tempo do Rei”, baseado no romance de Ruy Castro, roteiro de Heloisa Seixas e Julia Romeu. Grande elenco. Achei divertido e enriquecedor. Aplaudi efusivamente. O barato é que um amigo está no elenco, ao lado de Leo Jaime, Soraya Ravenle, Tadeu Aguiar, Alice Borges, entre outras estrelas – e nem tinha noção do fato.

Narrada pela rainha Dona Maria – que, apesar de louca, presta atenção em tudo o que acontece à sua volta, - a comédia musical está recheada de paixões proibidas, seduções e intrigas, perseguições e ciúme. Sem falar nas risadas.

Um excelente programa para quem está no Rio de Janeiro.

•• Nesta segunda-feira, 17 de maio, às 20h, no dia mundial de combate à homofobia, minha amiga querida e mais-que-amada Lea Carvalho, que me honra em ser assídua nos meus estudos e palestras, lançará a obra “No caminho do arco-íris”. A proposta é discutir as questões ligadas à diversidade ou, como a autora pondera, "tocar os corações e as mentes para que se possa apreciar e acolher a experiência humana em todas as suas cores e matizes, a fim de fazermos parte de algo realmente grande: a construção de um paradigma social totalmente inclusivo, justo e solidário". Tive a honra de escrever algumas palavrinhas em forma de depoimento na obra.

O lançamento será virtual e, de quebra, todos poderão assisti-la numa teleconferência com o tema “Direitos Sexuais são Direitos Humanos”.

Aos interessados em assisti-la no lançamento virtual - que, sei, será de grande valia! - bastará enviar um e-mail para faleconosco@metanoiaeditora.com

•• Por falar em homofobia, hoje às 15h, em Ipanema, haverá uma marcha contra a intolerância com a participação de diversos organismos da sociedade civil, entre os quais a própria autora da obra e outros grandes amigos. Só não estarei presente em razão de um estudo que darei sobre o tema lá em Botafogo no mesmo período. Logo abaixo segue uma imagem da campanha “Homofobia é abominação” promovida pelos queridos do projeto Betel aqui no Rio de Janeiro.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Até quando elas suportarão?...


Conversando com uma amiga no táxi, enquanto retornávamos de um encontro, ouvia-lhe dizer que sua indignação aumenta quando os personagens envolvidos são crianças ou idosos. Ela é da alta cúpula da saúde na cidade do Rio de Janeiro, ligada aos diretores dos principais hospitais do município. Tocamos na questão do aumento da gravidez nas pré-adolescentes (10, 11 anos...). Estabelecemos algumas conexões tentando entender alguns porquês. Nosso consenso é que há cada vez mais progenitores e cada vez menos pais e mães de verdade... As famílias – não importam os conceitos que tenhamos – estão desaparecendo pela falta de amor. Isso foi nossa constatação.

Lembrei-me dela ainda há pouco quando li dois artigos. Emocionantes porque escritos com visceralidade pelos autores, pessoas queridas por mim. Tristes porque tocam naquilo que minha amiga certamente se indignaria: as crianças. Aliás, não apenas ela. Qualquer um com o mínimo de sensibilidade pelo valor do ser humano. De um lado, o brilhante artigo do Marcinho Retamero ao denunciar abertamente sobre quem são de fato os pedófilos. [leia + aqui] De outro lado, o Marcelo Quintela, relatando a emocionante viagem feita à Nigéria com o intuito de, ao lado de amigos igualmente indignados, pôr um fim no horror social estabelecido com a cultura da “bruxificação das crianças” naquele país. Imposta, diga-se, pela doença existente em alguns subgrupos da religião cristã. Sua viagem acabou se tornando um relato diário daquele horror, uma espécie de Dossiê Nigéria [leia + aqui].

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Congresso Nacional aprova ajuda

São mais de 1.500 homens de nosso Exército no [devastado] Haiti. Mais 900 seguirão nesta semana e outros 400 ficarão em espera para seguirem a qualquer momento. O nosso Governo disponibiliza R$350 milhões do orçamento para ajuda naquele país. O Congresso aprova as medidas. É o que leio na nossa imprensa enquanto assisto a alguns vídeos postados de correspondentes estrangeiros...

Lembrando que há várias formas de ajudar sem sair de casa. No Rio de Janeiro, a ONG Viva Rio (que mantém um posto de atendimento no Haiti) recebe doações pela conta-corrente 5113-6 do Banco do Brasil, agência: 1769-8 [Fonte desta informação: site do RJTV].


sábado, 23 de janeiro de 2010

Sobre a tragédia no Haiti




O viver ainda que


“Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver”.



Cora Coralina in “Assim eu vejo a vida”



O olhar a partir de mim


Creio tanto na vida que me impossível deixar de ver luz ainda que todos só enxerguem o caos. Olhar a vida com bons olhos é interpretar o mundo a partir de mim...



A imagem


Redjeson Hausteen Claude, a criança de dois aninhos salva em meio aos destroços provocados pelo terremoto no Haiti, uma das piores tragédias mundiais nos últimos cem anos. O detalhe é que o emocionante resgate se deu dias após a tragédia quando as chances de encontrar-se sobrevivente diminui a menos de 20%... um milagre!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

And the honor goes to...


Dois importantes cidadãos americanos foram homenageados na semana passada pelo presidente Barack Obama em cerimônia na Casa Branca. O político Harvey Milk e o tenista Billie Jean King receberam a Medalha Presidencial da Liberdade, maior condecoração oferecida a civis norte-americanos. Entre os homenageados um fato em comum: ativistas gays. No entanto, isto é apenas um detalhe. O fato é que não se pode negar que cada um deles foi um luzeiro naquilo a que se propôs!

O arcebispo Desmond Tutu, cidadão sul-africano, reconhecido não apenas pelo Nobel da Paz mas também pela defesa dos direitos das minorias (étnicas, religiosas e sexuais) também recebeu a homenagem.


quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Primeira Indignação


Eu me pergunto o que os homens estão fazendo do planeta! Até quando a Mãe Natureza suportará as dores com tanta agressão que lhe causamos? Dentro de nossa realidade, trazendo a responsabilidade pra bem perto, dados oficiais do próprio Governo informam que o desmatamento em junho na Floresta Amazônica alcançou uma área correspondente a metade do município do Rio de Janeiro – leia-se a segunda maior cidade do país –, onde vivo. Putz! Quanta loucura!

Pior se torna quando nos assentamos à mesa de qualquer Café e, indiferentes, nos consolamos esperando saber qual será o tamanho do desmatamento no mês de julho... Até quando?

SOS!


Nota: a imagem acima foi captada durante o mês de junho de 2009. Revela o desmatamento causado pelas madeireiras ilegais. Acima, imagem do desmatamento na Ilha de Marajó (PA).

Segunda Indignação


Viver não deixa de ser uma loucura diária, bem sei. Mas, convenhamos, há muita gente doente (na psique) lançando o ódio que sente contra si mesmo na direção dos outros. Gente que não se ama, por isso adoece nutrindo o ódio. Mais uma vez o mundo (leia-se planeta) paga a conta!



Neste final de semana (01/08) um desses doentes lançou seu ódio num bar (Café Noir), na cidade de Tel Aviv, na esquina das ruas Ahad Haam e Nachmani, e disparou contra os homossexuais. Em seguida, fugiu.


Os disparos mataram Nir Katz, 26, e Liz Tarbishi, 17, além de deixar 15 feridos a tiros e também pelo tumulto. Deste total, três estão internados em estado grave. O atentado é considerado o mais grave da história de Israel contra gays.



Que a comoção contra o terrível episódio (incitado pela semente do preconceito, quase sempre concatenado a discursos advindos da religião quando esta confunde fé com moral, o que é muito comum nas principais religiões monoteístas) venha nos chamar à reflexão de que não apenas naquele país (Israel) mas também neste (Brasil) o ódio prevalece em muitos outros episódios parecidos. Os atentados feitos – consciente e inconscientemente – contra a dignidade de um semelhante ser humano falam por si. Versos me incomodam com o significado dado a eles na voz de Renato Russo ao dizerem, profeticamente: "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Pra pensar.





domingo, 2 de agosto de 2009

Vitórias da democracia – Parte 1




Dia 31 de julho de 2009 entrou para a história do Conselho Federal de Psicologia. O até então inédito caso da psicóloga evangélica Rozangela Justino tornou-se o primeiro a ser publicamente condenado pelo colegiado de seus pares no Plenário Ético do CFP. Ela incutia nos seus pacientes seus argumentos de natureza moral, ideológica e sobretudo religiosa para fazê-los crer que, sendo o que eram, não poderiam viver felizes e, segundo ela, serem "aprovados" por Deus. Detalhe: a psicóloga recebia e ainda recebe o apoio do segmento religioso evangélico, que, inclusive, se mobiliza nos seus representantes junto ao Congresso para derrubar por meio de legislação (decreto legislativo) a excelente norma infraconstitucional que lhe serviu de esteio para a sua justa e histórica condenação - a Resolução 01/99 do Conselho Federal de Psicologia.

Res, non verba, ou seja, realidade, e não apenas palavras, fato é que há luz no fim do túnel! Reafirmo que existe um estado democrático de Direito neste país constitucionalmente laico e livre dos cabrestos ideológicos de qualquer natureza. E tal realidade expôs os sofismas e as falácias da profissional, reverberando o grande mal que acabava cometendo indo ao desencontro da verdade do ser de seus pacientes. Graças a Deus, enquanto houver luz de democracia dentro e fora do túnel, aqui não se instalará um novo Irã!

Como disse no final de um artigo escrito ontem (não publicado no blog), percebemos que as importantes decisões tomadas no histórico 31 de julho de 2009, tanto no Judiciário quanto no âmbito administrativo (no CFP), marcaram simbolicamente o momento para aprendermos com a História a revisitarmos o nosso ideal de Paz, não a Romana, mas a tupiniquim, propagada na literatura modernista de Oswald de Andrade nos idos de 1922, que leva na cor bronzeada por este sol a beleza que toda boa mudança evoca. Mudar pra valores cada vez melhores e que contemplem, portanto, a união entre os semelhantes. Mudar como “conversão” de dentro pra fora. Mudar como exercício do repensamento do que até aqui se feriu (em palavras e falsas promessas baseadas numa visão diminutiva da religião que não religa, mas divide os homens). Mudar a ponto de não mais se reconhecer nos discursos ditos no seio da ignorância, outro fruto produzido pelo desamor.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Desabraçar pra desmatar e dividir


Subindo e descendo escadas rolantes, entrando e saindo dos buracos do metrô, ora com guarda-chuva, ora sem guarda-chuva, a primavera acontece primeiro em mim. Das lições que aprendi durante a caminhada é que amor que encurta o braço pra não abraçar é qualquer coisa, exceto amor.

Lembro-me dos anos que encurtava meus braços para o que considerava “diferente”. Poucos sabem, mas já fui o pior dos cegos. Ainda, já caminhei nas estradas desniveladas da religiosidade respirando os ares fabricados na natureza dos homens, quais sejam, aqueles que vêm dos títulos eclesiais. Já tive um, mas não é disto que desejo falar. Fato é que os olhos quando cegos não alcançam a diversidade da Criação. Aliás – perdoem-me pelo óbvio –; não enxergam nada. Tateando daqui e dacolá, entre acertos e equívocos, meus joelhos trôpegos foram se restabelecendo. Inteiros. Posso dizer que a mesma coisa ocorreu com o meu olhar.

Hoje, procuro ver ao tentar compreender. Há tudo tão belo na Criação! Por mais diferente de mim e do que penso, como se faz rico o conjunto do que existe! Sim, sejam pessoas; sejam os universos que compreendem cada indivíduo. Não há cor alguma sem beleza.

E por que digo isto? Porque é bem melhor enxergar (ainda que não entendendo, de início, o que vejo) do que, assentado num alto e sublime trono, FÔRMA-tar – em alguns casos, for-MATAR – o que não quero saber como sendo o que desejo que seja.

Se até agora as letras se embaralham, confundindo a cor do entendimento, traduzirei o momento numa tela com cores fortes e absolutamente solitárias – a do vaticínio! – num sentir sem amor:

O papa Bento XVI, formatando todo o ser e sua estrutura psíquica, engolindo a própria diversidade pra dentro de um único cenário padronizado [segundo o seu olhar, evidentemente], encolheu seus braços pra não abraçar. Ele disse nesta segunda-feira que "salvar" a humanidade do comportamento homossexual ou transexual é tão importante quanto salvar as florestas do desmatamento. O mundo, portanto, tem agora um algoz contra o qual lutar... e dele “salvar” a humanidade!


"As florestas tropicais merecem nossa proteção. E os homens, como criaturas, não merecem nada menos do que isto".




"(A Igreja) também deve proteger o homem da destruição de si mesmo. Um tipo de ecologia humana é necessária". Os comportamentos que vão além das relações heterossexuais são "a destruição do trabalho de Deus", disse o pontífice em seu discurso na Cúria, a administração central do Vaticano. [Leia + aqui]

Se temos que “salvar” é porque está em perigo. Se está em perigo [em razão dele] é porque o temos como inimigo. Se é inimigo, está em lugar oposto a nós, que somos “do bem”. E se somos “do bem” [falo da humanidade], “ele” [o algoz] é do mal. E se é do mal precisa ser exterminado. Eis a divisão!

E tem gente que ousa falar que as florestas e os homens merecem proteção. Talvez seja de si mesmo, posto que o que divide é, literalmente, “diabolon”.




...

domingo, 9 de novembro de 2008

Novembro, mês do filme nacional


Durante duas semanas de novembro, salas de exibição de todo o país vão participar de uma campanha nacional promovida pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) intitulada “Mês do Filme Nacional”. Entre 10 e 13 e 17 e 20 de novembro, os ingressos dos filmes nacionais, incluindo algumas estréias, vão custar R$ 4 (inteiro) nos cinemas que aderirem à promoção. A agência está investindo R$ 2 milhões na realização da campanha, que conta com a parceria na da Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex) e da Associação e da Associação Brasileira de Exibidores de Cinema (Abracine).

Cada exibidor participante vai montar a sua programação com produções nacionais que fizeram parte do calendário 2008. A grade completa já está disponível desde 5 de novembro no site. Ao todo, mais de 300 salas de cinema de todo país se cadastraram e vão participar da campanha.

Uma ótima dica pra quem curte a sétima arte, valorizando nossos cheiros e nossas raízes. Pra mim, então, unindo o útil ao agradável (adoro promoções!), chega em boa hora para me emocionar com o filme que desejo assistir: “Orquestra dos Meninos”.


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Transformações nos mundos que habitamos



Mudanças, quem não as quer? Gozado, mas tem muita gente que não curte mudar nada. Nem a si mesmo. São as pessoas em-si-mesmadas com o que têm ou são. Em geral, quase sempre, são pedradas. Mas mudança faz parte do processo natural de transformação das coisas. Não é devaneio algum afirmar que o homem difere dos demais animais pela capacidade de mudança do mundo ao redor.

Mudamos, ou pelo menos deveríamos mudar, positivamente o mundo ao redor. Nem sempre é assim, é verdade. A Mãe Natureza que o diga. Seu pior inimigo é justamente a ação do homem.

O mundo hoje, por exemplo, amanheceu com fatos novos frutos da mudança que se impõe na História. Os americanos elegeram o primeiro presidente negro de sua História. Barack Hussein Obama, o senador democrata. Duvido que alguém há algum tempo atrás, quando da ocupação dos EUA no Iraque de Saddam, iria crer se afirmasse profeticamente que um dia a América iria ter o seu próprio Hussein. Na Casa Branca, como o 44º presidente. Não menos interessante seria pensar, há muitos anos atrás, que este país um dia iria eleger um presidente sindicalista e torneiro mecânico. "A vida é uma peça de teatro sem ensaios", dizia Chaplin.


"Mudanças se fazem necessárias quando o mundo – o nosso mundo – pede fôlego de verdade e paz conosco mesmos."

Mas não é apenas o mundo de fora que muda. O de dentro também. Todos mudamos. Bem, todos deveríamos ter o prazer de mudar. O que aprendi é que a mudança no mundo interior afeta o mundo exterior. A sacada não foi só minha, mas de São Paulo séculos antes de mim. “E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente”, ensinava o cara, convicto que um interferia no outro.

Mudanças acontecem diariamente no pensar, no agir, no sentir a vida com suas tonalidades. Mudanças surgem com as ebulições de novas idéias, algumas escolhidas a dedo para serem novos planos de vida. Mudanças se fazem necessárias quando o mundo – o nosso mundo – pede fôlego de verdade e paz conosco mesmos.

Já fiz tantas mudanças que não seria louco de contá-las. Pra quê? São inúmeras. São constantes. São vitais dentro do processo de amadurecimento e equilíbrio com a vida. Deixei tanta coisa pra trás. Deixei de curtir determinados estilos musicais e até programas de TV. Deixei de acreditar em contos de fadas da contemporaneidade. Passei a enxergar alguns sapos no lugar de príncipes. Aprendi a discernir o “ser” da “aparência de ser”, se bem que o aprendizado é constante. Tornei-me menos ansioso, porém profundamente mais sentimental. Deixei a ingenuidade do discurso absoluto, fosse qual fosse. Abri-me para a verdade-do-outro, como aprendi uma vez com Marília Pêra. Conheci lugares e pessoas que, em razão de “como” cria, eram desimportantes noutras épocas. Passei a identificar sinais de enfermidades no ser, o que, pra mim, só existiam em razão da matéria. Tanto em relação a mim quanto em relação aos queridos próximos. Descri completamente dos caminhos que estimulam a virtualidade como chão seguro. Salvando-se raríssimas exceções, hoje só piso nos solos que se podem tocar. Mesmo. O mal antes tão distante, passou a mostrar-se bem diante dos meus olhos. Nas ruas. No trabalho. Nos que se diziam amigos sem nunca terem sido. Nos que falavam de amor sem nunca terem conhecido o amor.

Vejo que mudanças ocorreram sob diversos ângulos. Isto sem falar nas quedas, nos tropeços, nas frustrações, nas paixões não correspondidas, etc. Quero ainda mudar tantas coisas hoje e no amanhã. Eu sei, eu sei, lembrei que ontem escrevi sobre o saber aquietar-se com o cada dia. Trata-se, porém, de um ideal salutar para minha própria História. E quem é que não quer o que faz bem? Sendo assim, eu quero mudar sempre.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Utilidade Pública





Primeira: Quem quiser tirar uma cópia da certidão de nascimento ou de casamento, não precisa mais ir até um cartório, pegar senha e esperar um tempão na fila. O cartório eletrônico, já está no ar! Nele você resolve essas (e outras) burocracias, a qualquer hora dia, on-line. Cópias de certidões de óbitos, imóveis e protestos ser solicitados pela internet.

Para pagar é preciso imprimir um boleto bancário. Depois, o documento chega por Sedex. O serviço está disponibilizado no site: http://www.cartorio24horas.com.br/

Segunda: Telefone pelo serviço 102.... não! Agora é pelo: 08002800102. Nem todos sabem, mas na consulta ao serviço 102, pagamos pelo R$ 1,20 na conta telefônica. Acontece que a operadora não avisa que também existe um serviço similar e GRATUITO.

Terceira
:
Documentos furtados ou roubados – Boletim de Ocorrência nas mãos dá direito à gratuidade. É o que determina a Lei 3.051/98. Mas, ATENÇÃO: a Lei é válida apenas para o estado do Rio de Janeiro. A maior parte da população não sabe que a Lei 3.051/98 nos dá o direito de, em caso de roubo ou furto (mediante a apresentação do Boletim de Ocorrência), obter a gratuidade na emissão da 2ª via de tais documentos, economizando, por exemplo:

Habilitação (R$ 42,97);
Identidade (R$ 32, 65);
Licenciamento Anual de Veículo (R$ 34,11).

Para conseguir a gratuidade, basta levar uma cópia (não precisa ser autenticada) do Boletim de Ocorrência e o original ao DETRAN (para o caso de Habilitação e Licenciamento e/ou para o caso de 2ª via de Identidade). Bom que divulguemos essas informações!

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Que tristeza!


’Por R$ 3, os moços mexem na gente’, diz Rita. Mexer é tocar no corpo das meninas e fazê-las praticar sexo oral. Ela tem 9 anos” (trecho de reportagem publicada no Correio Braziliense). [Leia + aqui]

Às vezes penso que cadeia ainda é pouco. Há que se pensar além disso sem, contudo, deixá-la de aplicar sob o rigor da lei. A solução ainda está longe disso. Todos estão enfermos, inclusive as famílias. O triste de tudo é que não é apenas aqui, no país. O "curso desse mundo" caminha para a UTI. Que desamor! Que tristeza!

A implantação da reforma saiu...


Eu abençoo o enjoo desse voo. Mas só em 2012.
Até lá, posso abençoar com circunflexo.
Voar seguro em qualquer acento.
Enjoar pra dar um ponto.
Final. Não, trema!

domingo, 28 de setembro de 2008

Festival de Cinema do Rio


O Festival de Cinema do Rio 2008 já começou desde quinta-feira passada em alguns points de cultura da cidade (não apenas cinemas, mas, inclusive no Centro Cultural da Justiça Federal). A programação estende-se até o próximo domingo, 05/10/2008, dia das eleições municipais. Como já é tradição, muita gente bacana na porta do Odeon, na Cinelândia. Eu, que não sou bacana, lá estive também acompanhado de minhas amigas, Aline e Mazinha, e, ainda, da Marjorie Estiano, a quem conheci. Nice girl!


Para saber mais sobre a programação [clique aqui].

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Visitinha dos “marines”

O porta-aviões americano USS George Washington CVN-73 está desde segunda-feira na Baía de Guanabara, pertinho daqui de casa, com uma tripulação de aproximadamente 5.500 pessoas. Pelo calçadão de Copa é o que mais se vê caminhando e tirando fotos: marines (fuzileiros navais).

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