terça-feira, 2 de setembro de 2008

Um rato na literatura lusa

De vez em quando sinto-me triste:
Tens tempo para brincar
um pouco comigo?
Se vieres, não batas à porta:
ela está sempre aberta.
Corremos juntos
sem nos ralarmos com o gato...

(...)

Hoje perdi-me
num campo de trigo.
Chorei de medo
no meio dos restolhos gigantescos.
Eles, porém, compreenderam
aquela pequena fraqueza.
"Chora pois − disseram-me −
é melhor chorar
do que ficar com um nó na garganta.


Um Rato Fala Com Deus, de Angela Toigo

4 comentários:

Mãezinha, ANNA MARIA disse...

Lindo de mãe, esta agora tinha que ser uma poesia portuguesa. Que legar... "Um rato fala com Deus". Pena que você não colocou toda ela. Se você tiver um tempinho, digite e por favor, mande para mim. Não conhecia esta autora Angela Toigo. Gostei muito!
Um beijo no seu coração.
Su madrezita, ANNA MARIA

[Farelos e Sílabas] disse...

...

Oi, mãe, vim a conhecê-la recentemente. Por estas bandas daqui não é tão conhecida. Gostei também. Pó deixá! Vou digitá-la toda pra quem é mega-especial pra mim! Beso!

ladyneide disse...

" ... é melhor chorar
do que ficar com um nó na garganta."


Ps: concordo plenamente...esta é a minha bandeira de CHORONA! :)

[Farelos e Sílabas] disse...

...

Nossa bandeira! Ups! Chorar destampa os potinhos do sentir. Como fabricamos lagos, rios e cachoeiras. A natureza se reinaugura nas almas aquecidas!

Por falar em lago, lembrei-me do verso:

Chuva no lago
cada gota
um lago novo


Alice Ruiz.

Tinha que ser, né, maninha!

Beijos fraternos!

...

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