quinta-feira, 20 de março de 2008

Em-contos do final do dia

E não é que São José apronta as suas! Neste dia me lembrei de alguns amigos. Lembrei-me de pessoas que nasceram nesta data. Uma partiu há cerca de dois anos. Acerca da outra, fui-lhe padrinho de casamento. Tenho-as em meu peito, cada uma com sua história. Contar os detalhes não é minha intenção. Senti falta de algumas coisas. Caminhava ladeira perto de casa, por volta das 21h, quando passei na porta do cursinho pré-vestibular que ajudei a criar em 2005. Encontrei-me com uma amiga que me enche o céu de constelações com seu sorriso e compreensão madura. Batemos um papo (detalhe: ela é aluna no pré). Rimos como que de costume. Avistei minha sobrinha, juntamo-nos num só abraço feliz. Em pouco tempo, estava no meio de outros tantos. Todos me foram apresentados. Alunos do pré. Atentos ao que dizia, me pediram pra dar aulas no cursinho. Escapei pela tangente. Preferi ensiná-los ali mesmo, na rua, duas lições porque o desenrolar do papo nos levava para aquele desfecho. A primeira delas vinda de Paulo, o apóstolo gentio. A lei da semeadura. A outra, mais antiga, sabedoria oriental de Salomão. O tempo e seus propósitos. Eles me ouviram com entusiasmo. No meio de uma espécie de “fica mais um pouquinho”, cumprimentei aos que acabei de conhecer e desejei boa sorte à garotada do pré-vestibular comunitário da UFRJ. À minha amiga e à minha sobrinha, demorados abraços de boa noite. Cheguei em casa, cansado porém feliz. Passavam das 22h.

P.S.: A única foto que tinha de minha amiga ao meu lado foi tirada há três anos atrás. Mais magro, sou eu mesmo ao centro.

4 comentários:

ladyneide disse...

Cardo...
adooooro suas histórias!
Você é um escritor de acontecimentos...às vezes, me perco por aqui, em meio a tantos "farelinhos" tão prazerosos!!!

Um beijo...saudadeeeee viu!!!

[Farelos e Sílabas] disse...

Neidinha, menina-amiga...

Um escritor de acontecimentos! Pois é... e olha que sempre me vejo como mero contador de casos, mas aqueles que vivi ou - por alguma razão - aqueles acerca dos quais aprimoro meu paladar, sentindo como é que o tempero se mostra no sopão da existência. A minha.

De qualquer forma gostei. Lógico, por ter aparecido por aqui e por ter deixado marcas de sua passagem pelo seu post.

Beijão!

Vovó Anninha disse...

Filho, não pude deixar de derramar algumas lagriminhas ao ler este texto e você sabe porque.
Você realmente é uma pessoa muito preciosa.
O seu jeitinho gostoso de escrever encanta a todos e posso perceber quantos comentários você já recebeu e todos eles com elogios.
Que Deus continue te abençoando muito, meu filho.
Um beijo da madrezita que te ama muito e sente saudades.

[Farelos e Sílabas] disse...

Sei sim, mãe. Sei o porquê das lagriminhas... meus pensamentos subiram com as lembranças que guardo. Foi daí que me motivei a dar um pulinho na igreja de São José (aqui do Rio mesmo).

Acabei de ler seu recadinho e me abracei ao redor de suas palavras a ponto de me aquecer com cada uma delas. Não preciso dizer, mas elas me fazem sentir bem. Cosas de hijito...

Besos!

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