quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O tempo debaixo do céu



Há tempo pra todas as coisas, pra todos os propósitos e pra todas as intenções. Há tempo para erguer e derribar verbos (e todas as demais construções humanas). Há tempo para a aproximação e o distanciamento. Há tempo para comemorações e lamentações. Há tempo para sentidos e não-sentidos nas coisas e nas pessoas também. Há tempo para maior ou menor compreensão dos fatos (às vezes, total ausência de compreensão). Há tempo para ganhar e perder (depende de quem vê). Há tempo para as estações e o intervalo entre elas. Há tempo para dizer com palavras e delas não fazer significado algum. Silêncio. Há barulhos por dentro quando se cala o de fora. Tudo é possível, mas há que se ter tempo. Sem tempo, as coisas. Com tempo, os fatos. No tempo, as horas. Dentro delas cabem todos os sonhos e os segredos também (só não cabem as saudades; elas são como gotas do amor que não se podem conter...).


Ainda sobre o tempo...


“Quanto mais o tempo vai passando e a vida vai ensinando a gente, enquanto nos depura no crisol do existir em meio à contradição; e, também, quanto mais se vai sabendo e sentindo, aprendendo e amealhando informações e experiências — tanto mais quase tudo vai ficando pequeno e até ridículo.

Ora, com o tempo tudo vai se desgastando, e, com o desgaste, tudo vai diminuindo, até que fica apenas o caroço ou a semente do ser.

Sim! E cada vez se fica mais sem fantasias!

A contradição é que quanto mais você fica naturalmente atento a tudo, peneirando o que fica e o que sai de sua vida, mais você se abre para as crianças e as crianças para você; do mesmo modo que as pessoas simples de coração passam a ter grande prazer em sua vida.” (Caio Fábio, in “A Palavra, o Espírito e o Tempo!”)

5 comentários:

HSLO disse...

És um dos deuses mais lindos: tempo, tempo, tempo.


adorei sua postagem.

abraços


Hugo

[Farelos e Sílabas] disse...

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Gosto quando voltas!

Sobre o tempo: lindo, sobretudo quando a gente sabe lidar com ele. No final das contas, ele é sempre sábio...

Abraços em tempo!

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Daniel Savio disse...

Cara, interessante, mas sempre há algo que não abrimos de fazer no nosso tempo, mas o problema que nem sempre é algo que deveria ser importante...

Fique com Deus, menino Daniel.
Um abraço.

[Farelos e Sílabas] disse...

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Pois, é!

Será que abrimos tempo quando nos importa? É apenas uma reflexão.

O tempo, percebo, está ao nosso alcance. Se o perdemos de vista é porque não nos demos conta de que ele o tempo todo estava à nossa disposição.

Ainda há pouco comentava sobre a pressa no blog de um amigo. Pressa e bom uso do tempo não combinam. O que é bom merece a devida importância...

Abraços, menino Daniel!

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Mãezinha, Anna Maria disse...

Boa noite, meu filho querido!

Que maravilha, que beleza de expressão ao falar sobre o "tempo". Realmente, a gente às vezes não tem tempo nem para nós mesmos e isto faz uma falta danada!

Ultimamente sinto que a palavra "tempo" está super escassa. Ninguém tem mais tempo nem para conversar, nem para dizer ao outro: "Eu te amo"!

Tempo, palavra pequena mas para mim ela é considerada, grande!
Meu tempo...
Como tenho procurado vivê-lo bem... Tempo para orar, colocar todas as pessoas que amo nas mãos do nosso Criador; fazer novas amizades; ajudar ao próximo; ocupar melhor com coisas úteis e buscar sempre lembrar àqueles que estão distantes e que provocam saudades imensas!

É isto, meu filho, o que sinto sobre o meu "tempo". Ele para mim é precioso demais.

Este texto do Caio, eu já havia lido e acho excelente que todos aqueles que ainda não sabem ocupar o "tempo", que aprendam.

Um beijo meu filho, no seu coração.
Mãezinha

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