Amo comentar. Amo ler comentários no blog (neste ou em outros que amigos me indicam). Sei que algumas pessoas também. Mas não comentar não significa desapreço, enfim, nada dizer. O “aviso” de ontem mencionava alguns termos que repito apenas para tranqüilizar os visitantes (assíduos ou nem tanto): “focar”, “objetividade” e “interatividade”. E tudo isso pensando no carinho por todos os que um dia comentaram nestas plagas farelescas, diria. Nenhum comentário foi dispensável ou “des-significável”. Nenhum. Muito pelo contrário. Fizeram-me um bem que nem te-vi tem! Tá dado o recado! segunda-feira, 31 de março de 2008
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Amo comentar. Amo ler comentários no blog (neste ou em outros que amigos me indicam). Sei que algumas pessoas também. Mas não comentar não significa desapreço, enfim, nada dizer. O “aviso” de ontem mencionava alguns termos que repito apenas para tranqüilizar os visitantes (assíduos ou nem tanto): “focar”, “objetividade” e “interatividade”. E tudo isso pensando no carinho por todos os que um dia comentaram nestas plagas farelescas, diria. Nenhum comentário foi dispensável ou “des-significável”. Nenhum. Muito pelo contrário. Fizeram-me um bem que nem te-vi tem! Tá dado o recado! Manifestações pela paz
Tava vendo o símbolo humano da paz que os húngaros formaram contra a ocupação do Tibete [foto]. Em muitos lugares vêem-se outras manifestações em prol da paz no Tibete. Neste caso, a “paz” é a desocupação territorial com a conseqüente liberdade política daquele país. Lembrei-me da luta de Gandhi na Índia no século passado. Esforço muito semelhante. Mas a paz se veste de outros trajes. Depende da ocasião. “Deixe-me em paz” é quase sempre um mero “posso, pelo menos...?” Sim, posso, pelos menos, assistir ao filme sem suas brincadeiras? Vem cá, posso, pelo menos, entrar e pegar minha chave? Ah, qual é! Posso, pelo menos, falar pra ele que tô gostando? E segue-se uma eternidade de posso, pelo menos...
As manifestações em prol da paz são diferentes, você pode dizer. E são mesmo. Luta política, engajamento religioso, ativismo de natureza social e organizacional, idealismo “in natura”, verve altruísta, não importa. Acontecem. Quase sempre chamam a atenção, mesmo que não tragam a sonhada “paz”. Mudam as nossas paisagens quase sempre. Mudam as demais paisagens noutras vezes. Nada é como antes quando fazemos alguma coisa em que acreditamos. Jamais. Por isso, creio, “paz” não é ausência de algo ruim ou belicoso, mas a consciência de que depende também de mim. Há um ditado budista que diz que “o que somos hoje e o que seremos amanhã depende de nossos pensamentos”. A “paz” estaria em mim? Não propriamente em mim, mas na teimosa vontade de crer contra as circunstâncias ao redor de mim, ou seja, no exercício da fé que carrego.
“Se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível”, diz Mateus 17. Nada será impossível. Nem a paz. Nem a libertação do Tibete. Eu não duvido!
domingo, 30 de março de 2008
Avisos
“O que digo aos ateus?”
Sem Deus, com tudo e com nada; e sem sentido para tudo ou nada; mas, havendo sinceridade, pelo menos levando até as ultimas conseqüências as implicações de uma existência sem Deus — dever-se-ia abraçar gelo na alma, sem alma, sem direito a emoção, sem permissão para dançar, sem licença para amar, sem nada a celebrar ou a chorar; sem chegadas e sem despedidas; sem berços e sem túmulos; sem nada além de nada; e, em caso de honestidade maior, abraçando o suicídio como devoção.
Apresente-me esse ateu (ainda que morto), e o saudarei com respeito. Até mesmo Friedrich Nietzsche não levou seu ateísmo até às últimas conseqüências, posto serviu-se todas as possibilidades que somente num mundo com Deus se poderia ter.
(...)
Não se preocupe em provar Deus para ninguém. Seu único discurso sobre Deus é viver Deus com tanta certeza em fé, que nenhum ateísmo seja sequer por você reconhecido, do mesmo modo que você não perde tempo provando sua existência para ninguém que vendo não aceite o que vê: você.
(...)
Deus se entende com os crentes, por que não se entenderia com os ateus?”
Caio Fábio
sexta-feira, 28 de março de 2008
Respeitável público, minha homenagem!
Brincando com folhas do meu calendário de parede vi que ontem [27 de março] foi o dia do circo e também do teatro. A data, segundo soube, foi criada numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo. Não poderia deixar algumas letras soltas sem juntá-las na palavra “arte”. Por isso, p-ART-ilho por aqui as ART-imanhas de meu bem querer quanto ao universo mágico do circo e o mar de emoções que o teatro sempre causam a quem os vê como p-ARTE-s indissociáveis do sentir a vida... Respeitável público, meus parabéns a estes ART-istas!




