terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ser diferente é...

Tá bom, vou explicar. Não se trata desses clichês de outdoor. É que ontem, plena madrugada, em meio a um chá de limão pra curar a coriza, assistia ao drama americano “Prayers for Bobby”. Não deu jeito. As narinas entupiram de novo. Confesso, sou emotivo. Teve cena que não deu pra segurar. O retrato de uma família tipicamente americana religiosa fundamentalista e cristã. Sigourney Weaver representou bem o papel de Mary Griffith, mãe vitimada pela própria “religious education”. A fé cega a transformou [ou piorou] no que se vê durante boa parte do enredo até uma mudança de olhar [o olhar é interpretar a vida, disse uma vez neste blog] fazê-la enxergar a vida com luz. Há uma espécie de reinício. Não poderia ser diferente. Nada me soou estranho. Sei do que falo. Gostei do depoimento da Srª Griffith ao final ao dizer que desde a concepção ela, como mãe, sentia que seu filho era apenas diferente. Não houve qualquer simplismo na sentença. É preciso assistir ao filme para entender a inteireza do significado. O aprendizado dela – e de muita gente que conheço – passa, na maioria das vezes, por aquilo que a sabedoria judaica chama de vale de ossos secos [em referência à trajetória do profeta hebreu Jeremias].


4 comentários:

Mãezinha, Anna Maria disse...

Quer dizer que passou a madrugada com o nariz pincando e assistindo um filme bem emotivo que o fez derramar lágrimas...
Será porque a coriza? Tomou chuva e não se cuidou.

Realmente somos mãe e filho, emotivos, pois só em ler este texto senti que ia pingar uma lagriminha.
Deve ser lindo este filme, quando tiver na locadora vou pegar para assistir. Gosto do tema e até poderia pegar para assistir com a turma do Movimento, pois temos costume de marcar um final de semana e assistir na casa de alguém. Geralmente é na casa da Jordana, porque pode projetar no telão. Vou ver se consigo pegar.

Filho, cuida dessa coriza, viu? Um beijo no seu coração.
Mãezinha

Sergio Viula disse...

Maravilha! Já posso ver "the whole picture"! E imagino o quanto seja realmente emocionante. Que bom que vez por outra produzem-se essas pérolas na "fábrica de sonhos" como a indústria cinematográfica americana é geralmente chamada. Nesse caso, pode ter sido o retrato do pesadelo de muita gente por esse mundo de fundamentalismos, fanatismos e outros ismos. ;)


Adoro ler teu blog!

Beijão,
Sergio

[Farelos e Sílabas] disse...

===

Mãe:

O filme é interessante sim. Só não sei se é fácil consegui-lo nas videolocadoras (eu tive dificuldade).

Quanto à coriza, melhorou bastante. Aliás, estou nos momentos finais da gripe... Graças a Deus! Beijão!


Serginho:

Adoro quando você chega no ponto nevrálgico! Os “ismos” são uma aberração, posto que distantes do equilíbrio (em tudo na vida). São, ainda, a “causa” de muito pesadelo, como você mesmo sinalizou. Fui um sonâmbulo dessa velha história, hoje apenas passado. Ufa!

Gosto de tuas visitas por aqui. Das palavras também! Beijão, meu amigo gargalhento!

===

railer disse...

uma sugestão: pra comentar mais de uma postagem no seu blog, a gente tem que ficar indo e voltando entre a página de comentários e a principal. já tentou fazer isso pra ver como é?
dê uma olhada na lateral do meu blog onde eu deixei umas dicas para facilitar os comentários nos blogs da gente. abraços!

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