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domingo, 30 de maio de 2010

Notinhas do ainda-acontecendo final de semana


Final de semana em pleno gerúndio, ou seja, acontecendo. Talvez por isso esteja agitado, senão vejamos. Sepultamento do pai de amigos de infância na manhã de sexta. À noite, pra despairecer, Teatro de Arena em Copacabana, assistindo ao brilhante texto do professor, filósofo e dramaturgo português Vicente Sanches na peça “África!”. Sábado ao lado de amigos numa programação de alto nível com os professores Luiz Ribeiro e Fátima Almeida, da PUC/Rio, ocasião em que conheci o ex-BBB Jean Wyllys, que, por sinal, é um ser humano carismático e inteligente. Claro, não ficam pra trás o Serginho Viula, que teve ótima participação no debate, nem o Marcinho Retamero, que conduziu tudo com brilhantismo e academicismo inigualáveis.

Entre um e outro dia neste final de semana, ainda arranjei tempo, numa tarde dessas qualquer, ao lado de uma amiga, para cumprir cabalmente minha Missão junto aos idosos de uma instituição asilar. Tudo, diga-se, movido pelo inconfundível prazer de fazer o que me faz bem. Pra mim o amor também carrega esses apelidos, o de fazer o bem sem esperar algo em troca.

Como se vê, meu final de semana até agora não teve balada, bebedeira, nem sequer sacudi o esqueleto ao som de DJ famoso algum. Se bem que, de tempos pra cá, sinto meu relógio biológico cada vez mais resoluto e carrancudo quanto à necessidade de dormir (nem que seja no início da madrugada). Por outro lado, não que todas essas coisas não sejam, de alguma forma, proveitosas (é fato que gosto não se discute, respeita-se!), mas é que a cada dia me dou mais conta que o que me faz bem acaba me lançando para outros rumos. Segui-los, torna-me mais diferente a cada dia. Diferente entre os diferentes e diferente entre os iguais. Diferença não é superioridade, é bom que se saliente pra não exacerbar pretensas vaidades.

Após o debate de ontem à noite [o que o Jean Wyllys também participou], amigos me convidaram para uma esticada numa pizzaria e, de quebra, no aconchego da madrugada, nos braços de uma balada. Recusei a ambos movido pela falta de vontade, o que não deixa de ser sintoma da liberdade que me possui. Minha vontade era a de estar em casa saboreando algumas obras, não entre paredes barulhentas e ao som de hit algum. Ando numa paixonite aguda pelos livros e, particularmente, por uma obra sobre a qual me debruço em pesquisa. Leio até o sono me convidar para ‘nossa’ cama. E assim ocorreu, literalmente. Levei-o pra cama comigo (ou vice-versa, confesso não me lembrar!). Falo do sono, o único que me corteja com êxito.

Por falar em côrte, o Viula e meu amigo chileno Jorgito ainda insistem na tese de doutorado de que estoy solo por mi própio deseo. Era o que diziam no coquetel pós-debate de ontem. Eles sabem que discordo disso. Considerando que os meses têm passado tão rapidamente [ao menos essa é a minha impressão!]; considerando que os programas noturnos que abocanham as horas típicas da madrugada não me chamam mais a atenção; considerando que algumas oportunidades surgem muito mais na “night” que ao longo do dia; considerando que sex appeal é algo que definitivamente não me pertence, creio que dificilmente alguma coisa mudará no reino da Dinamarca. Enquanto não muda, porém, segue o domingo-pé-de-cachimbo com a oportunidade vestida do momento “hoje”. E hoje é o dia pra continuar conjugando verbos no gerúndio até que o final de semana espoque na segunda-feira, aquela acerca da qual o Garfield e milhares de brasileiros não gostam muito.

Bom, tô de saía pra mais uma aulinha no projeto Betel. Domingo ainda promete... É isso, ao menos por agora. Bom domingo a todos!


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Fazendo amor com os sons e com as palavras


Quatro paredes. Um tempo e um contratempo. O copo pela metade. A outra, em mim. Um minutinho é o atraso do meu relógio. Em segundos, já consertei. Um bom tempo é o que tive neste final de semana. Lançamento do livro de meu amigo, seu primeiro romance. Aos jardins do Palácio do Catete, lado a lado aos burburinhos do lançamento, a melodia outonal de uma roda de seresteiros. Amo serestas, embora às vezes me assalte a idéia de que o “clima” saudosista é que me contagia. Soube que aos sábados o pessoal da antiga faz encontro naqueles jardins. Do encontro, vários outros encontros com a música de boa qualidade. Se ainda não rabisquei em palavras por aqui, quem me conhece sabe que sou das antigas (ainda que não tendo vivido nesses áureos tempos).


E por falar em sons que não são tocados, os do abraço e os do tapinha nas costas são estimulantes. O som da lembrança que a memória não apaga também o é. Às vezes, até o som do pranto (e por que não?). Há outros mais estranhos, mas não perdem o destaque enquanto fabricantes de sons. A folha que rasga quando assume que era rascunho. O plac-plac dos sapatos pelos corredores famintos de ecos. O selvático tabefe na cara do filho que assume ser original, e não rascunho social. O cansaço da madrugada que rasga tal como folha até que tombe na cama. Há um sem número de sons espalhados pelas ondas que, por sua vez, são pela física conhecidas como perturbações que se propagam pelo espaço. Se perturbam, emitem qualquer ruído. E assim, fabricando e fabricando sons a gente se percebe vivos.


Há sons de ventos lá fora. Aqui dentro, calmaria. É o que importa. Tomo a outra metade do copo sem companhia. Volto ao pré-texto e me embriago de lembranças e alguns pensamentos torpes. Rasgo alguns deles como folha de papel. Vou fabricando ruídos em ondas e rascunhos. A noite tomba, mas o pensamento sobrevive à queda. Estou no melhor horário pra procriar textos. Há um clima fértil me esquentando as idéias, mas até que tudo se consuma vou de leve pelas bordas das divagações. Gosto dessas coisas, preliminares ou não, só sei que gosto. As quatro paredes são meras testemunhas silenciosas. É assim que deve ser. Somos somente eu e as palavras. Breve, se tudo der certo, após o ciclo natural da gestação, o texto. Enquanto não penetro no absurdo das palavras, levanto-me para encher só mais um copo. A noite promete...


Notinha de rodapé [convite]:

Não poderia deixar de mencionar um evento que ocorrerá no fim de semana e para o qual fui convidado. Quem estiver pelo Rio neste sábado, 29 de maio, segue aqui o convite para uma discussão interessante sobre o filme Meninos não choram. Após a exibição, os doutores em psicologia Luiz Ribeiro e Fátima Almeida, ambos da PUC/Rio, darão uma palestra seguida de debate sobre a temática envolvida no filme. O endereço do evento consta na imagem.


domingo, 16 de maio de 2010

Algumas observâncias do “finde”...



•• Este final de semana, fazendo minhas comprinhas no supermercado [sim, sou dono de casa!], acabei passando por uma amiga que é funcionária naquele estabelecimento. Perguntei-lhe como tinha sido seu dia das mães. Respondeu-me exaltando as virtudes do maridão, o mesmo que lhe havia preparado todo o almoço em comemoração àquela data. Elogiei a atitude do camarada. A partir daí, ela foi me dizendo como o conheceu, etc e tal. Ao final, arremtatou: “- E ainda ouço alguns dizerem que não existe amor à primeira vista. Sim, existe. Assim ocorreu comigo. Conheci-o e me apaixonei por ele no instante em que o vi. Assegurei que seria meu. Estamos juntos há treze anos. E felizes, tá!”

Eu não duvido. Mas que é exceção à regra, ah, isso é!

•• Nesta noite de sábado, estive com três amigos assistindo ao musical “Era no tempo do Rei”, baseado no romance de Ruy Castro, roteiro de Heloisa Seixas e Julia Romeu. Grande elenco. Achei divertido e enriquecedor. Aplaudi efusivamente. O barato é que um amigo está no elenco, ao lado de Leo Jaime, Soraya Ravenle, Tadeu Aguiar, Alice Borges, entre outras estrelas – e nem tinha noção do fato.

Narrada pela rainha Dona Maria – que, apesar de louca, presta atenção em tudo o que acontece à sua volta, - a comédia musical está recheada de paixões proibidas, seduções e intrigas, perseguições e ciúme. Sem falar nas risadas.

Um excelente programa para quem está no Rio de Janeiro.

•• Nesta segunda-feira, 17 de maio, às 20h, no dia mundial de combate à homofobia, minha amiga querida e mais-que-amada Lea Carvalho, que me honra em ser assídua nos meus estudos e palestras, lançará a obra “No caminho do arco-íris”. A proposta é discutir as questões ligadas à diversidade ou, como a autora pondera, "tocar os corações e as mentes para que se possa apreciar e acolher a experiência humana em todas as suas cores e matizes, a fim de fazermos parte de algo realmente grande: a construção de um paradigma social totalmente inclusivo, justo e solidário". Tive a honra de escrever algumas palavrinhas em forma de depoimento na obra.

O lançamento será virtual e, de quebra, todos poderão assisti-la numa teleconferência com o tema “Direitos Sexuais são Direitos Humanos”.

Aos interessados em assisti-la no lançamento virtual - que, sei, será de grande valia! - bastará enviar um e-mail para faleconosco@metanoiaeditora.com

•• Por falar em homofobia, hoje às 15h, em Ipanema, haverá uma marcha contra a intolerância com a participação de diversos organismos da sociedade civil, entre os quais a própria autora da obra e outros grandes amigos. Só não estarei presente em razão de um estudo que darei sobre o tema lá em Botafogo no mesmo período. Logo abaixo segue uma imagem da campanha “Homofobia é abominação” promovida pelos queridos do projeto Betel aqui no Rio de Janeiro.


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Papos, palavras e conexões de volta




- Quer dizer que voltou à internet?
- Nunca saí dela; ela sim é que, sabe-se lá por que, sumiu do mapa... Fiquei na mão.
- Na mão, é? Por falta de companhia?...
- Bobo! Consertaram minha linha e restabeleceram o sinal da internet...
- Diga-me o seguinte: então resolveu sair mesmo do Orkut?
- Já era em bom tempo! Não me arrependi. Do que me arrependeria? Amigos? Sempre os terei por perto. Digo e repito: amigos, e não “contatos”...
- Entendo... Aquilo lá tá ficando um saco mesmo... O teu telefone é o mesmo, né?
- Não mudou nada. Quando bater saudade...
- Ok. Sei como te encontrar... eu sigo meu coração! Ah, sim, antes de desligar: tá sabendo do show no Circo Voador hoje?
- Fique sabendo sim. Organizado pelo Viva Rio em prol das crianças do Haiti.
- Isso mesmo. Você vai?
- Plena terça-feira é complicado... Cara, não irei, não. Mas já que falamos da ONG Viva Rio me lembrei que fiz uma inscrição com a galera do Viva Favela, uma outra ONG interessante que produz coisas muito legais. Queria ter participado do laboratório do Loucos da Torre, que reúne escritores que cresceram em comunidades carentes. Não deu tempo. Estão finalizando o romance escrito em várias mãos. Lançarão a obra em abril.
- Cara, interessante! Depois me passe mais informações...
- Tudo bem. Também tô saindo nessa...
- Eu também. Abração, cara!
- Abraços, meu rapazinho!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Des-serviço – Foda é quando nem se sabe ser


Uma das coisas que mais me fascinam no ser humano é quando ele sabe ser. Não importa o quê tem sido. Pra se saber é preciso conhecer-se. E tudo, sabemos, é um processo que se faz na conjugação mais gerundiana possível. Ninguém é totalmente nada, diz um princípio da psicanálise. Estamos-sendo, já se diz acerca de outro princípio. E os que estão-sendo (conscientemente) me fascinam.

Quando vejo movimentos como os da Conscientização Negra, os Feministas, os Indigenistas, grupos de articulação das Pastorais católicas e, recentemente, a galera da CUFA, ainda que germinando pelas vertentes mais ligadas ao esporte, acesso digital e cidadania, me pergunto por que a categoria dos LGBTs me parece – ainda – distanciada do exercício cidadão dos seus direitos, desconhecedora de sua própria identidade, quando não muito aterrorizada pelos sufrágios da moral inquisidora baseada nos arbítrios da religião. Falo assim pensando nos porquês que suplantam o paradoxo existente nas multidões que auferem às paradas de um suposto orgulho, mas que, invariavelmente, não sabe que corre no Congresso um PLC (o 122/2006) que assinala objetivamente algumas regulamentações constitucionais que dizem respeito ao princípio da igualdade e também confere tipificação para alguns delitos oriundos do ódio contra uma categoria de cidadãos por aquilo que são (e não porque escolheram ser). Falo assim, ainda, em razão de fatos que tomei conhecimento recentemente e que me trazem a sensação de “des-serviço” vinda justamente de quem poderia ter falado bem do que diz representar. Refiro-me a um evento supostamente acadêmico ocorrido na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) neste mês, mas que, pelo total despreparo de quem foi convidado, enfrentou a sabatina raivosa de outro grupo, o dos homofóbicos cristãos, e permaneceu visivelmente acuado, utilizando-se de argumentos divorciados do contexto científico e da própria razão do evento, para dar trela ao que se tornou um descarrilamento lamentável da situação.

Talvez muitas pessoas não estejam entendendo nada, mas acabo por decidir que o texto sofrerá – como quase sempre sofre – as manifestações de minha liberdade pra apenas desabafar um pouco acerca daquilo que me cansa, a saber, a falta de conhecimento e o dês-serviço que alguns causam por não saberem sequer o que são nem o porquê de aqui estarem. E tudo isso porque sou um cidadão atento à liberdade que deveria ser conscientemente exercitada por todos, o que vale dizer, com respeito a si e ao espaço do outro, seja o outro quem for. Quando isto não ocorre – e aqui não faço apologias a establishments, partido ou categoria alguma -, observo com inusitado cansaço. Sussurro a expressão mais exclamativa para o momento: é foda!

Por essas e outras tenho me sentido, cada vez mais, um E.T no meio dos humanos (rs). Assim como intimidade é uma merda, diz o título de uma comunidade orkutiana, o pensamento consciente acaba sendo outra merda! A gente vai dissecando a realidade com olhar crítico e vendo, estupefato, que não é só a escassez da água que está correndo risco neste planeta. Os cérebros também!


Nota: aproveito o texto pra pincelar o convite recebido e propagado (porque tem gente com respaldo envolvida). Quem estiver pelo Rio nesse final de semana, tá convidado. Comunidade Betel. Praia de Botafogo, 430, 2º andar, Botafogo.


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sendo-me – Parte I

Há quanto tempo não correspondia ao desejo de tanta gente ao vir aqui! Passados dois meses ausente [absurdamente ausente diria uns três ou quatro amigos mais chegados], retornei. Não sei dizer se mais blasé do que antes, talvez, quem sabe. Maiorzinho que antes, estou certo. Nem tanto para fora das janelas. O crescimento a que me refiro se alarga das janelas pra dentro desta casa-ser. Não sei medir, foge-me ao pensamento. Apenas olho pra trás e vejo o quão distante fiquei do ponto de partida, o “status quo” de todos os revezes.

Roberto Carlos empolgou o público carioca neste final de semana pondo o Maracanã numa espera de meio-século pelo auge de sua carreira. Queria ter ido, acabei me deleitando com o teatro. Tudo é arte, mas cada qual com suas cores próprias. Por falar em Roberto, lembrei de alguns versos muito próximos deste sentir que me enche os olhos ao olhar pra trás. “Se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi!”. Um hino que só se pode entoar quando a gente esbarra no limite. O nosso próprio. seja com a dor mais profunda, seja com a alegria mais festiva e que não se iguala a nada mais.

Obviamente meus olhos se voltam para o presente e não deixam órfãos estes nossos dias do presente. Não há horizontes próximos, ou seja, a caminhada nem chegou ao clímax. A vida [ainda] mostrará grandes surpresas. Este é o fiozinho de esperança que move o coração dos seres-vivos-mesmo. O fator surpresa que apimente o “logo depois” que somente a Deus pertence (pois somente Ele-é desde sempre). Quanto a mim, sigo cantando e seguindo a canção. Chato seria saber do fim sem qualquer trabalho no existir...


Notinhas de rodapé:

[1] Prometo ler e responder cada recadinho deixado nestes dois meses ausente. Aguarde(m)-me.

[2] Dois meses fora acabaram me deixando por dentro de uma série de peças maravilhosas a que assisti no teatro. Desde o empolgante “O homem do princípio ao fim”, de Millôr, até o encantador Machado de Assis em “O homem célebre”. E poderia citar “Isaurinha Garcia”, “Zoológico de Vidro”, entre outras. Assim que desarrumar as malas e retornar à labuta, pouco a pouco, me insurgirei com mais detalhes.

[3] Muita coisa acontecendo no circuito cultural do Rio. O centenário do Theatro Municipal foi simplesmente mágico! Coro, orquestra e Corpo de Baile numa apresentação digna da mais preciosa pérola da coroa desta cidade, como disse Olavo Bilac no discurso de inauguração em 1909. Ainda: “Anima Mundi”, “Os Russos”, e uma dezena de exposições em tudo quanto é canto da cidade. Eba eba! Farei comentários em breve.

[4] Ô saudades disso daqui!...

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Divulgações a pedido

Falava de alguns eventos comemorativos neste mês de maio. Lembrei-me dos pedidos de amigos para incentivar a divulgação de algumas datas importantes no contexto de pluralidade, diversidade cultural e cidadania participativa. Por achar que o “post” ficaria longo se colocasse todos os anúncios e cartazes, preferi salientar apenas alguns.




Quintas no BNDES (temporada 2009)



Nota: Marcinho, amigo de caminhada, fica aqui o registro do evento logo mais à noite, no Centro Cultural Silvio Monteiro, na cidade de Nova Iguaçu, para a palestra “Homofobia e Religião”, a qual, desde já, segue com meu agradecimento pela oportunidade de te ver e ouvir!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Promoção musical na Apoteose


Sob o slogan de “o primeiro show do planeta onde o ingresso é lixo” o evento Doe seu lixo por música levará diversos nomes da música brasileira para um show inédito no Sambódromo, dia 21/11, às 20h, aqui no Rio de Janeiro.

Com a promessa de ser o primeiro show pago com lixo reciclável do planeta, entrando para o ranking Brasil e quem sabe para o Guiness Book, o objetivo é incentivar a conscientização das pessoas para a questão sócio-ambiental do lixo. A coleta seletiva pode e deve ser um hábito natural dos cariocas.

Atrações confirmadas: Bangalafumenga, Serjão Loroza, Fernanda Abreu, Toni Garrido, Charlie Brown Jr, Dudu Nobre, Arlindo Cruz, Dona Ivone Lara, Samba na Moral, DJ Marlboro, Mc Marcinho, Mc Sapão, Timbalada, Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Moraes Moreira e Bochecha.

Como fazer para conseguir o ingresso: inicialmente, é preciso se cadastrar no site do evento - apenas os cadastrados participarão da promoção; a seguir, imprimir o comprovante de cadastro e no dia do evento levá-lo com duas sacolas de supermercado com papéis, latinhas ou plásticos. A escolha é sua.


sábado, 11 de outubro de 2008

Apontamentos com as roupas de sábado


A semana tá quase chegando ao fim. O sábado traz um solzinho típico de primavera do sudeste. Ainda tímido, talvez, chame a chuva pra companhia na parte da tarde. Cliente liga. Nem no sábado [alguns] são capazes de me entender. Tentei explicar que os reajustes de aposentadoria e do salário mínimo se dão por índices e variações diferenciadas, o que explica a defasagem. Corri até a janela. O sol é sempre uma estrela de primeira grandeza. Põe cores e calores na palheta do Planeta. Saí até a varanda pra abraçá-lo. Olhei as horas e acreditei que ainda sobra tempo pra qualquer coisa. Sempre sobre tempo quando se é amigo do tempo. Dormir cedo pra acordar mais cedo tem me ajudado no planejamento do dia. Tanto que teimei em acreditar, não é que é verdade? Preciso sair às compras na floricultura. Uma amiga de longa data ama margaridas.
Quero presenteá-la com algumas quando estiver no culto em ação de graças que fará por ocasião da recuperação no seu estado de saúde. Amanhã é dia de alguns acontecimentos aqui no Rio. Pra quem curte, a XII Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro 2008 terá largada nesta manhã (de 12/10) pelo belíssimo corredor das Praias do Leblon e Ipanema até o Aterro do Flamengo. À tarde, igualmente, pra quem curte, a 13ª Parada LGBT do Rio pela Avenida Atlântica e, certamente, uma multidão não menos numerosa que a da maratona do Rio. Esqueçamos o domingo. O hoje ainda está vestido com as roupas de sábado. Os minutos pela frente hão de me direcionar às próximas atividades. Espero que o sol possa ajudar no brilho do restante do dia. Se assim o fizer, certamente, o convite que me fiz será uma grande dica para relaxamento: caminhar até o Arpoador. Abandonar as sandálias – o traje tipicamente carioca para qualquer lugar! – e refrescar o pensamento nas espumas das ondas.


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