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domingo, 18 de março de 2012

Crônica dominical de final de verão


Cachorras, sexo e brioches – numa época de ofertas fáceis, amor é privilégio que poucos e poucas querem ter...



Estava procurando uma receita de bolo simples. Queria alguma coisa bem simples, porque de simplicidade é que a vida se torna rica (bela, quero dizer).


Daí, folheando uns artigos, encontrei uma história retratada no quadro de um psicanalista. “Por que as cachorras acabam se dando bem?”, perguntava a leitora. Aquilo me chamou a atenção. Viajei pra dentro daquele contexto e foi inevitável pensar nas letras de músicas que ouvi, aqui de casa, na noite de ontem, quando de alguma comemoração na vizinhança... Não, não enlouqueci nem soltei os meus cachorros! Souberam respeitar a lei do silêncio. Até lá, no entanto, ouvi várias vezes as letras enigmáticas sobre os seres-cachorros...


Mas o artigo me interessou neste momento de tanto protesto a que mergulhei. Protesto por perceber a ruína dos valores e da própria ética no dia a dia. E continuei lendo aqueles parágrafos até me deparar com uma letra de Gabriel, o Pensador, que na sua linguagem musical foi capaz de dizer “não inveje as cachorras...”. E por que disse isso? O articulista se adiantou em responder... “Elas ‘dão muito’... mas não levam nada... e envelhecem amarguradas.”


E prosseguiu: “Ora, até para ter plenitude de prazer sexual tem-se que ter mais do que um corpo de macho ou fêmea em atrito sexual sobre a pele. Gozo é privilegio do amor e da confiança; não do sexo.


A maioria das mulheres que conheço que ‘dão muito por aí...’, não sabem até hoje o que é prazer. Confundem a biologia animal do prazer com a plenitude dele. Aí é que tá: essa plenitude só vem do amor. Prazer sem amor existe, é verdade, mas não é profundo e nem realiza o ser.


Sexo sem amor enjoa como qualquer outra coisa...


O que faz do sexo algo sempre novo é o amor... Nunca desista do amor, pois um dia ele te achará! Portanto, cuide de você... investindo em você... se amando!”


Tenho que concordar: amor, esse ‘sentimento-dom-maior-que-meu-desejo’ está ficando cada vez mais raro, diz-se até que nestes dias tão egocêntricos a tendência é se esfriar de muitos corações. Até a Bíblia dos cristãos assegurou isso sem precisar conhecer a contemporaneidade. E eu creio. Por isso, pra mim, uma pergunta pertinente a se/me/nos fazer é a respeito do que sentimos fome.


A fome de quem almeja amar sem posse, sem controle, sem coisificar o ser que ama, mas deixando-a(o) livre pra ser com saúde emocional, deve ser a de construir caminhos de certeza. Quem se ama, por exemplo, não se angustia por ter sido esquecido(a). Quem se ama, sabe que o amor nunca nos deixará na mão, desnutridos. É desta certeza que falo. O amor existe. E a certeza de que ele existe é sempre um dos meus mais fortes alentos para viver neste mundo onde quase nada do que de fato é, é visto como sendo, pois, aqui, só vale o que parece ser. Porém, mesmo passando alguns dias ensimesmados (coisas minhas, reflexões, sonhos que mudam de cor, vontades não supridas, etc), não consigo deixar de crer no que está arraigado em mim como uma espécie de fome saciada: a certeza de que o amor é!


E quanto a fome das cachorras e dos cachorrões?


Tenho um amigo que responderia isso de uma maneira bem peculiar (sem deixar de ser sensata): que elas e que eles comam brioches já que não tem (porque não fazem questão de ter) pão-amor!


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Apontamentos sobre o pós-carnaval e o baile de máscaras


- I –

Minha amiga Iraydes costuma dizer que “o ano de fato começa quando o carnaval acaba”. Ela tem razão. Dia desses tentei resolver uma pequena questão no âmbito da Prefeitura, mas praticamente todos os funcionários estavam em férias. O que restou para me atender, apesar da boa vontade do menino, não sabia como fazer o serviço. Cheguei a ajudá-lo na redação do documento, enquanto ele digitava o que pedia. No final das contas, pediu-me para voltar num outro momento. Ele definitivamente não sabia fazer, foi o que intuí. Ok. Esperei o carnaval terminar. Pode ser que os funcionários mais experientes estejam de volta de suas férias. No Tribunal Federal não foi diferente. Diferente mesmo foram apenas o enredo e o nome dos personagens. Fico pasmo como tudo pára nessa época.


- II –

Só não fico pasmo pelo que já vejo ao longo de muito tempo. A presença dos seres que insistem em andar “fantasiados” – leia-se mascarados – pelo restante do ano a fora. Tô pensando nisso há algum tempo, procurando entender os porquês. Partindo do princípio que a alma humana é um complexo universo de histórias, tensões e sentimentos os mais variados, sei que a formação e os ambientes sociais e familiares afetam – e muito! – o comportamento latente de todos. Não há exceções. Somos um amalgamento constante. Um gerúndio.

Sören Kierkegaard certa vez disse que a vida é um baile de máscaras. Caio Fábio, a quem admiro pela trajetória e sobretudo por amar os conteúdos do Evangelho sem aderir a partido religioso algum, disse uma vez que o papel de cada um é descobrir-se nesta existência, retirando, uma a uma, as máscaras que ao longo da vida vamos colocando (ou permitindo serem colocadas). O problema, segundo ele, é que para muitos, esconder-se atrás das máscaras é apenas um questão de proteção ou de diversão inexaurível e viciante. Sim, acaba virando um vício do ser, a tal ponto que sem as máscaras muitos não suportam e morrem. Assim, para a maioria, sem o personagem, acaba a pessoa.

A moral é a grande máscara. E os moralistas são o que detém o maior número de disfarces. Muitos – se maioria ou não, não sei – existem assim. Daí, para muitos, catástrofes que lhes roubem as “máscaras” os deixam em estado de desespero, visto que sem a máscara eles não possuem um rosto próprio, algo que a própria pessoa reconheça para si e como sua, e não apenas como um reflexo da imagem que os outros devolvem para você mesmo, supostamente acerca de quem você – ou qualquer um – aparenta ser para eles.

Desse modo, vende-se a imagem, e alimenta-se dela. Mas no dia em que as máscaras são tiradas, muitos não conseguem mais viver, pois neles não há uma vida própria, mas apenas uma existência fabricada para consumo no Baile de Fantasias, que é a existência da maioria.

Tudo isso é muito triste, mas quem vive nesse Baile de Fantasias não tem idéia do que faz de mal à sua própria alma.

Pobre do auto-enganado que pensa que as máscaras o salvarão!

Viver na simplicidade – que é a verdade de cada um –, respirando sem disfarces sobre o rosto, deveria ser o desejo de todos os homens. Quem não deseja viver assim, insistindo no carnaval fora de época, corre um grande perigo. O de viver sem sentido sobre um chão arenoso e infrutífero para o ser. Como ensina Caio, orador e psicanalista, é preciso tirar da cara a máscara. Do contrário, pode-se vir a perder a coisa mais sagrada e preciosa de um homem - o poder unificador da personalidade, e a capacidade abençoada de se tornar alguém que seja realmente quem se é de verdade.

Esta é apenas uma reflexãozinha para iniciarmos o ano com desejos elevados dentro da gente. Iniciarmos o ano? Sim! Afinal, tal como aprendi com minha amiga acerca de quem falei no início do artigo, também sou destes que crêem que é depois do carnaval que as coisas engrenam. Com ou sem máscaras? Ah, isso é com cada um. Sei apenas de mim e de como é bom sentir a brisa tocando nosso próprio rosto!...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Não tenha medo do amor


Se sem amor nada aproveita, então, sem amor não há vida, pois, caso qualquer coisa gerasse vida, o amor seria apenas uma outra alternativa de vida como existência.

O amor não é romântico e nem fantasioso. O amor lida com o que é; sem ficção. Nele cabe o romance quando essa é a relação, mas suas bases são bases de verdade e realidade.

Quem ama não possui e nem é possuído. O amor não é um encontro de serpentes famintas engolindo uma a outra. Amar o inimigo é uma decisão, assim como amar a mulher que um dia se amou e se ama.

Muitas vezes ouço as pessoas dizerem que querem um amor. Penso:

Não quer amor nada. Quer apenas um Pet para possuir e ser possuído.

Afinal, quem ama não quer nunca um amor, pois pode amar a todos, indiscriminadamente.

Quem quer um amor quer uma posse, quer um objeto, quer um domínio de propriedade humana.

Cada dia mais é minha convicção que aquele que cresce em amor cresce em tudo na vida; da mente aos atos de vida verificável.

Quem quer expandir a mente deve amar, pois, somente no amor pode-se crescer para atingir o que quer que seja nosso maior potencial nesta vida e na vida porvir.


É triste ver que as pessoas creiam que o amor é apenas um confeito de bolo fraterno e humano, sem que vejam que o amor é a própria vida, e que um ser humano estará tanto mais vivo quanto mais amar com o único amor que existe em projeção eterna: o amor de Deus, que é aquele que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta; e que jamais acaba.

O amor pode mudar de configuração conforme a relação. Porém, uma coisa que o amor não sabe é desamar. Não há mistério. Sim! Vida é amor; e quem ama está no caminho de todas as coisas.

O amor é a síntese única de tudo o que faz a existência acontecer.


Caio Fábio
(extraído e adaptado)



sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Sobre caminhos, deuses e o amor


Halloween, o dia das bruxas invade a cultura brasileira. Invade sim; afinal, não faz parte de nosso rico tesouro folclórico. A palavra Halloween tem origem na religião católica. É uma contração da expressão “Ali Halliows Eve”, no inglês atual, “All Hallows Eve”, que significa “Véspera do Dia de Todos os Santos”. Com o passar dos tempos, a comemoração do Halloween, tornou-se mais conhecida na América após a emigração escocesa, em 1840.

Alguns dos costumes levados pelos colonos foram mantidos. Como exemplo, temos as Jack-O-Lanterns que, feitas com nabos primitivamente, passaram a ser feitas com abóboras. Conta a lenda que um homem chamado Jack não conseguiu entrar no céu porque era muito avarento e foi expulso do inferno porque costumava pregar peças no diabo. Foi, então, condenado a vagar eternamente pela terra carregando uma lanterna para iluminar seu caminho.


“o amor à força e ao poder sobre as pessoas, impossibilita qualquer amor que sirva às pessoas. E amor que não se dá, é tudo, menos amor”

Se me perguntassem o que me ilumina os caminhos, diria tratar-se de um ponto de vista. Pra mim, o amor. Sem amor, restaria uma sobrevivência biológica. Nascer, crescer, reproduzir e morrer, envelhecendo em todo o processo desde o nascimento. Havendo amor, porém, a liberdade e a esperança me estimulam à capacidade de encanto com o que posso ser, a criar coisas a partir do sonho, a acreditar em possibilidades para além do limite, fazendo com que descubra novas cores e novos sabores em todas as coisas. Havendo amor, o chão é firme para construir aquilo que vale à pena, sendo válidas todas as coisas quando há querer-bem.


Pra mim, o amor é mais do que sentimento. É Dom que se quer achar em qualquer um(a). Como curioso que sou, buscando sempre os porquês, saí pelos caminhos que construí à procura da Fonte. E a encontrei em mim como um abraço dos ventos, o qual não vejo porém sinto, percebendo-o quando as coisas se movimentam para o bem, para a reconstrução de pavimentações esburacadas no viver de cada um. Descobri a Fonte em Deus, que por sua própria natureza não pode ser definido como “deus”, que é o Estado Essencial, Primordial, Final e Eterno de Toda Existência, conforme a descrição budista de deus-sem-eu.

Sobre tudo e todos, fora de qualquer disputa ou competição, há Aquele que diz de Si mesmo que Ele é Ele, é pessoa, é o Eu sou. Ora, esse é Deus. E é todo-poder, toda força e toda sabedoria. Entretanto, Ele diz de Si mesmo que apenas É (Eu Sou) e que É amor. Por isso, confesso, amar faz sentido quando se diz que se O conhece.

Li, certa vez, um artigo do Caio dizendo que “Deus é o Todo-Poderoso, mas isso é apenas bom porque Ele é amor; do contrário, um Deus Todo-Poderoso que não fosse antes de tudo amor, seria um perigo a toda criação. (...) aqueles que se devotam aos deuses de “poder e força” (e seus derivados, como a prosperidade, etc.) não sabem o que é amor, senão como sentimento de afinidade egoísta e pagã; posto que o amor à força e ao poder sobre as pessoas, impossibilita qualquer amor que sirva às pessoas. E amor que não se dá, é tudo, menos amor conforme o Deus que é amor.”

Na projeção de como se entende “deus”, fácil será dizer quem e como nós somos. É neste caminhar que sigo sendo iluminado. Feliz “Halloween”!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Acerca do olhar-sentir


“Você pode ver o mundo com um olhar de luz em razão do amor; o mundo, porém, será moldado pela soma dos olhares prevalentes. Apesar disso, o seu mundo pode ser outro dentro de você. E se a maioria tivesse um mundo interior governado pelo olhar do amor como você, então, a realidade toda se faria moldar conforme a prevalência dos olhares do amor.

O mundo é feito de olhares, os quais são também pensamentos. Pensamentos fazem a ponte entre o olhar e a construção do olhar como algo transmissível como impressão da realidade.

O olhar é olhar mesmo no cego. Esse olhar é espírito. Esse olhar é inevitável. Esse olhar é o ser e sua manifestação como intérprete da vida e legislador de pensamentos que se tornarão em atitudes que se expressarão como atos e ações.

Não existe mudança da realidade sem mudança do olhar humano. Por isso não adianta converter um homem de uma religião para outra e de um deus para outro, se seu olhar essencial não for alterado pelo olhar de amor e fé.”

Caio Fábio, in “O OLHAR HUMANO ESTÁ ACABANDO COM O MUNDO — um caso de mal olhar coletivo!”

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Processos de paternidade para nosso crescimento


Hoje, pela manhã, estive numa das melhores palestras deste ano. Há cinco meses não via o Caio, a quem conheço – não apenas por ouvir dizer, mas por abraços – desde o início da década de noventa. Esteve conosco aqui neste domingo chuvoso e friorento no Rio de Janeiro. Condições climáticas à parte (deixemos a obviedade carioca para outro momento), nem por isso deixaram de levantar de suas camas cerca de mil e tantas pessoas que lotamos o espaço na Catedral Presbiteriana do Rio.

Sentado ao lado de um casal de amigos, ambos advogados civilistas (tal como eu) a quem não via há uns três ou quatro anos, ouvimos-lhe dizer, emocionado, de sua intensa e fraterna relação parental com o pai. ‘E o que isso tem a ver com a palestra, você pode me perguntar. É algo tão particular de sua família, alguns podem dizer’ – foi o que dialogou conosco. E a partir da pergunta retórica, expôs a conclusão de forma surpreendentemente assertiva (e não menos bela) sobre os processos de paternidade numa relação de caminhada com nossas formas de amor, controle e infantilização. Eu viajei em tantos argumentos construídos com tamanha simplicidade que desisti de ficar anotando. Ouvir seria mais enriquecedor. E o foi.

‘Nossos problemas são apenas meios que nos possibilitam o crescimento interno, pra dentro de nós enquanto indivíduos. Numa relação transcendental com Deus não é diferente. Se Ele é o paizinho a quem muitos cristãos se referem, então, existem etapas no cuidado com seus filhinhos. Quando a gente se torna adulto e, de repente, cai em meio a uma depressão que nos silencia a alma a ponto de acharmos que estamos absolutamente entregues à solidão, desamparados por todos, enganamo-nos. Não estamos vivendo solidão, mas, no máximo, aprendendo a crescer na solitude. Solitude sim, e nunca solidão.’ E tantas foram as demais palavras que, sinceramente, resolvi silenciar a fim de gestar novas idéias para futuros posts. Aprendi algumas lições. Não poucas. Foi-me o bastante para um dia inteiro. Quiçá para muitos outros não menos inteiros...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Discípulos da hippie viadagem


Jesus multiplicava pães, transformava água em vinho, andava sobre as águas, repreendia ventos e ondas; mas tinha um tesoureiro, recebia ajuda financeira, especialmente de mulheres; dava oferta aos pobres, mandava que dessem de comer à menina recém-ressuscitada, se cansava, tinha sono e sede e precisava de privacidade... Daí o monte solitário, as grutas inatingíveis, o deserto, o quarto fechado nas regiões siro-fenicias, e, sobretudo, daí o barquinho que Ele mandou que tivessem sempre disponível; pois, do barco, protegia-se do assédio da multidão e podia pregar a Paz em paz.

Para Ele, milagre era o que acontecia quando a necessidade se impunha sobre os meios humanos. Do contrário, ao invés de multiplicar pães, Ele dá esmolas; ao invés de transformar água em vinho, Ele pede água para beber; ao invés de andar sobre as águas, Ele usa um barquinho; ao invés de repreender ventos e ondas, Ele contorna o lago pela margem; ao invés de fazer chover maná ou criar dinheiro, Ele depende da consciência dos beneficiados pela Graça. E mais: ao invés de dar a vida eterna no corpo a quem ressuscitara, Ele manda que a pessoa se cuide para não morrer outra vez, e de inanição.

Milagres acontecem, mas é do trabalho que vem o pão nosso de cada dia — pensa um pai sério e crente!

Digo tudo isso por uma razão:

Muita gente que andava decepcionada com o falso evangelho, e que foi explorada emocional, psicológica, afetiva e financeiramente nas “igrejas da angústia”, hoje julga ter encontrado a Graça; porém, em razão dos traumas anteriores, agora, pelo relaxamento, traumatizam a Graça com a indiferença no agir, no trabalhar, no contribuir, no dar-se de modo missionário; e, sobretudo, na consciência de que o Evangelho precisa ser anunciado.

Então, na esteira desse andar, surge aquilo que no passado se chamava de “hippie viadagem”. O que é isso? Ora, é o pessoal que diz que vive do vento, mas na vida pessoal sabe fazer contas. Na década de 70 eram os hippies de boutique.

Sim! É um pessoal cheio de conversa sobre “o espírito das coisas”, mas que não tem espírito para fazer coisa alguma.

Milagres acontecem. Mas o dia-a-dia é feito de mulheres fieis que O serviam com seus bens. Pães podem ser multiplicados, mas o grande milagre é sempre a multiplicação da generosidade.

(...). Continue o generoso e grato a crescer em generosidade e gratidão, e, o indiferente, que continue até ficar empedrado.

É assim que a vida é; na prática! Quem tiver dúvida, que atente então contra si mesmo!

Nele, que andou na Realidade,

Caio

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Uma reflexão matinal para hoje


Nós somos o que cremos. E o normal é que se fale, se pense e se viva conforme se creia.

“Eu cri, por isso é que falei. Também nós cremos, por isto é que falamos”.

Tem gente que pensa que a qualidade do pensar é determinada pela inteligência. Mas não é assim. Inteligência apenas determina sistemas lógicos, mas não a qualidade do pensar.

Assim, pode-se ser um gênio e capaz de inventar coisas extraordinárias. Entretanto, ainda assim, ter uma qualidade de pensar insensata.

O que qualifica o pensar não é a inteligência, mas sim a sabedoria!

Ora, sabedoria nada tem a ver com inteligência, mas com gratidão amorosa e reverente para com Deus: o sentido da vida!

A qualidade do pensamento é diretamente vinculada à sua capacidade de ver a realidade e a ela atribuir significados e valores certos.

O sábio vê o mal e dele se esconde.

O insensato vê o mal e o interpreta como uma oportunidade.

Ambos viram e vêem o mal. Porém, sob a camada do ver, em cada um dos dois — sábio e insensato — existe um olhar que nada tem a ver com o fato da pessoa ser um gênio ou um burro.

Há muitos gênios insensatos e há muitos burros sensatos!

Dois homens vêem uma maravilha da criação. Um deles não se ama, não se vê como tendo significado em relação aos demais seres humanos, e também sem nenhuma vontade de a eles servir pelo amor, mas, talvez, apenas pela chance de ter poder — e olhará para a maravilha que diante dele está, e poderá pensar: “Veio do nada, do acaso, dos dês-sentido”. Afinal, quem verá sentido em qualquer coisa se não o vir antes em si mesmo e em sua própria existência?

Já o outro homem a tudo vê com amor grato e reverente, enxergando sentido até na morte, até na dor, até no até...; e, por isso, diz: “Que maravilha! Eu e ela somos filhos do mesmo amor!”

Ora, tal homem não viverá no mesmo mundo do outro observador da maravilha, mesmo que estejam perfilados vendo a mesma coisa estupenda!

Quando o salmo diz “na Tua luz vemos a luz”, afirma que existe o que vemos, mas que isto é determinado pelo como e mediante o que vemos tudo, até a própria luz.

Quando se diz que Jesus seria objeto de contradição, se afirma também a mesma coisa, pois, o mesmo Jesus, visto em amor, é o Salvador; porém, visto sem amor, é apenas uma miragem buscando ser real, mas sendo vencida pelas forças do mundo real.

Ora, se meu pensar é determinado pelo meu crer essencial, o qual se vincula ao meu ver-sentir com ou sem amor e gratidão a existência [a partir da minha própria] — então, é sensato afirmar que a qualidade do crer que designará a qualidade do pensar, é equivalente ao vinculo que o crer tenha ao amar; pois, sem amor, não existe sensatez em nenhum olhar para si mesmo e para a existência.

A tentação do gênio, do filosofo, do cientista ou do vaidoso intelectual, é sucumbir à falácia de pensar que se pensa com o pensamento, esquecidos de que se pensa essencialmente com o coração, até quando alguém nega ter um.

Não existe razão pura entre os homens, mas apenas certa pureza de amor que qualifica certa pureza de pensar.

E tanto mais quanto o ver-pensar essencial seja definido pela fé que atua pelo amor, tanto mais limpo em sensatez será o olhar humano — seja o do gênio ou até mesmo o do burro.

Pense nisso!


Extraído de “Gênios insensatos e burros sábios”. Caio Fábio. 2008.

sábado, 16 de agosto de 2008

O outro e o amor


“O amor discerne o limite do outro,
por essa razão o amor não é jactante e sabe esperar”
(C. Fábio)

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Gênios insensatos e burros sábios


Nós somos o que cremos. E o normal é que se fale, se pense e se viva conforme se creia.

“Eu cri, por isso é que falei. Também nós cremos, por isto é que falamos”.

Tem gente que pensa que a qualidade do pensar é determinada pela inteligência. Mas não é assim. Inteligência apenas determina sistemas lógicos, mas não a qualidade do pensar.

A qualidade do pensar é determinada pela fé mediante a qual a pessoa enxerga a existência.

Assim, pode-se ser um gênio e capaz de inventar coisas extraordinárias. Entretanto, ainda assim, ter uma qualidade de pensar insensata.

O que qualifica o pensar não é a inteligência, mas sim a sabedoria!

Ora, sabedoria nada tem a ver com inteligência, mas com gratidão amorosa e reverente para com Deus: o sentido da vida!

A qualidade do pensamento é diretamente vinculada à sua capacidade de ver a realidade e a ela atribuir significados e valores certos.

Alias, quando Jesus disse que “os filhos das trevas são mais hábeis em sua própria geração do que os filhos da luz”, Ele determinava que inteligência, rapidez de raciocínio e genialidade não necessariamente têm a ver com lucidez — luz.

A questão não é ver. A questão é o que fazer ante o que se vê.

O sábio vê o mal e dele se esconde.

O insensato vê o mal e o interpreta como uma oportunidade.

Ambos viram e vêem o mal. Porém, sob a camada do ver, em cada um dos dois — sábio e insensato — existe um olhar que nada tem a ver com o fato da pessoa ser um gênio ou um burro.

Há muitos gênios insensatos e há muitos burros sensatos!

Dois homens vêem uma maravilha da criação. Um deles não se ama, não se vê como tendo significado em relação aos demais seres humanos, e também sem nenhuma vontade de a eles servir pelo amor, mas, talvez, apenas pela chance de ter poder — e olhará para a maravilha que diante dele está, e poderá pensar: “Veio do nada, do acaso, dos dês-sentido”. Afinal, quem verá sentido em qualquer coisa se não o vir antes em si mesmo e em sua própria existência?

Já o outro homem a tudo vê com amor grato e reverente, enxergando sentido até na morte, até na dor, até no até...; e, por isso, diz: “Que maravilha! Eu e ela somos filhos do mesmo amor!”

Ora, tal homem não viverá no mesmo mundo do outro observador da maravilha, mesmo que estejam perfilados vendo a mesma coisa estupenda!

Quando o salmo diz “na Tua luz vemos a luz”, afirma que existe o que vemos, mas que isto é determinado pelo como e mediante o que vemos tudo, até a própria luz.

Quando se diz que Jesus seria objeto de contradição, se afirma também a mesma coisa, pois, o mesmo Jesus, visto em amor, é o Salvador; porém, visto sem amor, é apenas uma miragem buscando ser real, mas sendo vencida pelas forças do mundo real.

Ora, se meu pensar é determinado pelo meu crer essencial, o qual se vincula ao meu ver-sentir com ou sem amor e gratidão a existência [a partir da minha própria] — então, é sensato afirmar que a qualidade do crer que designará a qualidade do pensar, é equivalente ao vinculo que o crer tenha ao amar; pois, sem amor, não existe sensatez em nenhum olhar para si mesmo e para a existência.

A tentação do gênio, do filósofo, do cientista ou do vaidoso intelectual, é sucumbir à falácia de pensar que se pensa com o pensamento, esquecidos de que se pensa essencialmente com o coração, até quando alguém nega ter um.

Não existe razão pura entre os homens, mas apenas certa pureza de amor que qualifica certa pureza de pensar.

E tanto mais quanto o ver-pensar essencial seja definido pela fé que atua pelo amor, tanto mais limpo em sensatez será o olhar humano — seja o do gênio ou até mesmo o do burro.

Pense nisso!

Caio

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Gatos pardos religiosos, um aviso: cuidado com as DSTs!


Trocando informações com a docência, ainda na PUC, vi pelas estatísticas como são poucos os trabalhos científicos da área social (Humanas) sobre temas relacionados a sexualidade e religião, sexualidade, religião e prevenção a DSTs, etc. Uma pena. Digo isto porque seria uma boa resposta ao silêncio moral que a religião impõe, mas que, a contra-senso, legitima a promiscuidade elevada entre os mais ortodoxos membros da religião. Aliás, é a própria psiquiatria quem assevera que quanto mais moralmente ortodoxo for o ambiente, maiores serão as taras para pervertê-lo na calada, e isto do ponto de vista da sexualidade.

Tenho alguns amigos vivendo nesta ponta afiada do sexo arriscado. Não faz quinze minutos atrás conversei com um deles pelo telefone. Flagrou o namorado com outro na cama nesta semana. Sim, isto mesmo. Não errei no gênero do substantivo. Não me espanto com o fato por várias questões que não vêm ao caso, mas fato é que já ouvi umas sete ou oito histórias assim nos últimos meses. Todos vivendo no mundo da religião. E, por defesa, auto-proteção, escolha, medo ou hipocrisia – depende da história de cada um (ou cada uma) –, se transformando em “gatos pardos durante a noite”. Porém, gatos pardos praticando “barebacking” (sexo sem camisinha com desconhecidos, ficantes, namorados ou namoradas). Imediatamente minha memória me lançou aos dados do último relatório do Ministério da Saúde em que aponta o crescente número de infectados por HIV/AIDS entre os jovens.

Até 2006, foram registrados cerca de 55 mil casos de Aids em jovens com idade entre 13 a 24 anos. Mais da metade desses infectados, 31.355, é do sexo masculino e 23.609 são mulheres. Em 1996, 24% dos jovens entre 13 a 24 anos com Aids eram homossexuais e bissexuais. Em 2006, esse percentual saltou para 41%. O que isto quer dizer? Muita coisa. Todas alarmantes. Os jovens estão transando muito e sem camisinha!

Como uma coisa leva a outra, vi como é aplicável um texto do Caio escrito em meados de junho do ano passado. Intitula-se “Crente de gravata, use camisinha!”. Dele, retirei uns trechos pra compartilhar:

“Hoje se tem que dizer que os cristãos são exatamente iguais ao resto da população em suas crises e problemas, e que, do ponto de vista sexual, são também um dos grupos mais problemáticos, seja porque nada falam sobre o tema, seja porque depois de reprimido o crente solta a franga como poucos, seja porque se acha que basta não falar no assunto que já se está sendo próprio.

O fato é que os crentes transam; e transam muito; e muito errado.

Transam e se culpam. Transam pra casar. Casam pra transar. Depois transam pra escapar o casamento. Ou, então, tornam-se promíscuos, mais que outros, pois, fazem tudo na mais profunda dissimulação, o que faz do ato algo movido aos tremores que animam as taras.

Quando são gays tornam-se os mais promíscuos. Como vivem sob o manto do medo da perseguição e da possibilidade de serem em vida já lançados no fogo do inferno, escondem-se da “descoberta” com mais avidez do que o diabo da foge da Cruz. E, assim, vão de gueto em gueto, de parceiro furtivo a parceiro furtivo, até à Aids e outros derivados; sem falar que muitos se matam.

Desse modo, também são descuidados. Transam sem camisinha. E tem até quem tenha Aids e se considere curado, e que, em razão disso, transa sem camisinha e namora sem informar a pessoa.

Ginecologistas nos dão conta que o número de casos de contração do vírus da Aids está crescendo cada vez mais entre belas e belos jovens de classe média. Todo mundo bonitinho, mas todo mundo sendo carcomido por algo muito ruim para a vida do indivíduo; e dele em sociedade.

Quem vê cara não vê HPV ou Aids. Quem vê cara não vê doença venérea e nem vê pus de gonorréia.

Assim, os que servem dirigindo (os tais líderes) deveriam parar de servir os tabus e passarem a salvar vidas, instruindo-as; pois, se não posso impedir que façam e nem tampouco impedir como fazem, posso pelo menos ajudá-los a fazerem sem se matarem, ganhando assim eu tempo para com eles, na esperança de que o Senhor os leve à sensatez em todas as coisas.

Mas como a “igreja” crê que um tema não tratado é um tema resolvido, em seu silencio e omissão covarde, vai matando seus próprios filhos.

Ora, se crente gosta tanto de paletó e gravata, seria bem mais simples gostar de camisinha!”


Nota: créditos para o cartaz desenvolvido pelo Ministério da Saúde na campanha contra a AIDS entre os jovens.

domingo, 30 de março de 2008

“O que digo aos ateus?”


“Um ateu não deve chorar jamais, amar jamais, beijar com sinceridade jamais; se preocupar com justiça, verdade, carinho, amizade, amor, e ódio, jamais; e jamais deveria ter ciúmes, e nem se enciumar de nada; menos ainda se importar com a vida e a morte; e, sob hipótese alguma deveria ter dor de consciência; e jamais sentir-se devendo nada aos céus, à terra e menos ainda aos homens; e sem esquecer-se de que tanto faz qualquer coisa, pois, se não há Deus, não há sentido, não há razão, não há por quê; pois, se não há Deus, o que quer que pela força ou pela inteligência ou mesmo pela maldade se fizer impor (caso assim alguém deseje e consiga) — em nada está sendo melhor ou pior do que qualquer coisa ou qualquer um. Sim! Sem falar que filhos nada mais são, em tal caso, que o produto de nós e para o nosso melhor uso e conforto (afinal, somos inteligentes!), não importando o uso.

Sem Deus, com tudo e com nada; e sem sentido para tudo ou nada; mas, havendo sinceridade, pelo menos levando até as ultimas conseqüências as implicações de uma existência sem Deus — dever-se-ia abraçar gelo na alma, sem alma, sem direito a emoção, sem permissão para dançar, sem licença para amar, sem nada a celebrar ou a chorar; sem chegadas e sem despedidas; sem berços e sem túmulos; sem nada além de nada; e, em caso de honestidade maior, abraçando o suicídio como devoção.

Apresente-me esse ateu (ainda que morto), e o saudarei com respeito. Até mesmo Friedrich Nietzsche não levou seu ateísmo até às últimas conseqüências, posto serviu-se todas as possibilidades que somente num mundo com Deus se poderia ter.

(...)

Não se preocupe em provar Deus para ninguém. Seu único discurso sobre Deus é viver Deus com tanta certeza em fé, que nenhum ateísmo seja sequer por você reconhecido, do mesmo modo que você não perde tempo provando sua existência para ninguém que vendo não aceite o que vê: você.

(...)

Deus se entende com os crentes, por que não se entenderia com os ateus?”

Caio Fábio

terça-feira, 25 de março de 2008

Pensando acerca da liberdade...


segunda-feira, 24 de março de 2008

“Ambientofetas”


“Nem é mais preciso citar a Bíblia para profetizar. A natureza e a Terra são os profetas deste tempo. As pedras, os mares, os rios, os recifes, os corais, os pólos globais, as florestas, os calores, os gases, e todos os gemidos da criação profetizam a quem quiser ainda ouvir.

Um grau a mais no aquecimento global e os campos da América secarão. Um grau a mais e os Estados Unidos se desertificam, enquanto a Inglaterra se torna fértil. Hoje. Já. Agora mesmo.

A Groenlândia está secando e se tornará um campo de pedras e terra seca.

Dois graus a mais e a Amazônia se torna um deserto, todas as cidades costeiras serão afundadas e centenas de ilhas desaparecerão. New York ficará debaixo dágua. A Flórida desaparecerá sob o mar e o Egito será inundado. O Rio Ganges estará quase seco e virá a secar com apenas mais dois graus de aumento da temperatura global. Todos os grandes rios do mundo ou secarão ou desapareceram sob águas imensas. A China terá frio e seco. Seus campos não a sustentarão. A vida no Japão ficará quase impossível.

Com três graus de aumento global da temperatura nós estaremos vivendo em tempos pós-civilizatórios. A humanidade já não suportará o conceito de fronteira. Milhões e milhões mudarão de lugar em lugar buscando sobrevivência. Os mares estarão morrendo. A vida submarina estará em franca extinção.

Com quatro graus de calor global já não é possível imaginar o nível de calamidade no meio ambiente e nas vidas das pessoas.

Cinco graus… Vale a pena?

Se chegarmos ao nível de seis graus de aquecimento global, o que se terá na Terra já não terá qualquer relação com o que um dia teria sido vida — mesmo no pior dia do mundo em qualquer passado.

Quem diz isso são os ambientalistas, e não um profeta apocalíptico.

Os interessados procurem no site do National Geographic Channel o documentário S.O.S. Aquecimento Global, exibido hoje, dia 14 de março de 2008, no Natgeo.

Somente um milagre de consciência humana simultânea e angustiadamente eficaz nas decisões em busca de minguadas soluções poderiam ainda nos salvar de tal futuro de gelo, calor, deserto, enchentes, fome, e retorno à idade das pedradas, conforme também profetizou Einstein.”

Caio Fábio 15/03/08 - Lago Norte - Brasília

sexta-feira, 14 de março de 2008

Pra que serve esse tal Jesus?


Eu repito a pergunta para os que não me entenderam direito: pra que serve esse tal Jesus, heim? Preciso me lembrar dele como um exemplo de amor ou justiça social? Mas não falta é neguinho que fez abnegações em prol de um ideal. Consultem a História pra se certificarem que não tô de brincadeira! O que a religião me diz? Muita coisa e ao mesmo tempo nada. Complicam com esses lances de teologização do pensamento (isso quando não manipulam traiçoeiramente a seu favor sem o mínimo de bom senso). Quem é que não se perguntou sem medo de perguntar pra que serve Jesus? É uma filosofia de vida? É um desses muitos deuses que há por aí? Pra que serve? De que me serve acreditar ou me lembrar dele?

Será que ele é mais um desses que pede “não esqueçam de mim!”? Que insegurança! Deus que pede pra que dele nos lembremos é porque tem carência emocional. E se tem carência, é falho como um ser humano. Sendo assim, que Deus é esse? Acho que ele não me serve pra nada enquanto eu não encarar a realidade de que o nada pra ele é o começo de tudo. Mas tudo do quê? O de minha própria história. A minha história tem início num ato de Graça, que é amor sem que eu existisse. Ainda. Não sou devedor de nada nem a ninguém exceto Àquele que me amou e me aceitou antes que houvesse História. Só entende o que falo quem se desperta de sonos de incredulidade ou religiosidade pra acordar pra vida como ela é. Deus é! Eu estou sendo. Só quem é amor é, de fato. Eu não sou amor. Aprendo no amor e por todas as suas veredas. Persigo-o como bem-querer pra mim. Mas não sou amor. Amor é Deus. Chamem-no como quiser. Penso que Ele nem se preocupa com isso!

De fato, Jesus não quer que dele nos lembremos por mera lembrança. Não precisaria de marketing algum. É Deus. Ele é! Lendo um artigo do Caio intitulado “É pra obedecer ou esquecer!” fui levado à reflexão que se Jesus quisesse ser apenas lembrado teria pedido um busto numa praça. Ele não queria ser lembrado, mas obedecido em seu ensino e modos de amor. O articulista chega a dizer o que transcrevo: “Esqueça Jesus a menos que você deseje celebrá-Lo fazendo coisas em memória viva de amor por Ele. “Fazei”, diz Ele. Fazei o quê? Fazei o amor valer. Fazei a Graça prevalecer como perdão e misericórdia. Fazei a justiça ser reconhecida não como discurso, mas sim como ato da própria vida. Fazei da vida com Deus a vossa vida entre os homens.” Jesus, então, não serve pra ser lembrado e não ser obedecido. E pra obedecê-Lo, só pela via do amor. Pra amar tem que amar. Preconceitos, portanto, não servem pra quem quer saber de Jesus! Diga isso aos cristãos!

segunda-feira, 10 de março de 2008

Domingo sem dieta cultural


É assim que identifico o dia que passei ontem. Domingo de sol, aliás, muito sol pelas ruas do Rio. Sol e cultura. Cultura e muito pra ser admirado e ingerido. Exposições, por exemplo, é o que não falta nesta cidade. Pra me empanzinar, resolvi escolher a exposição Família Ferrez: novas revelações, no Centro Cultural Banco do Brasil. Dividida em quatro ciclos e por quatro salões, a exposição é uma aula de história. Fotos do Rio dos anos 1900 à década de 50, mas também um salão exclusivo para imagens do mundo na mesma época. Todas retratadas pelas cinco gerações dos Ferrez. Um primor. Em seguida, almoço e ida à palestra do Caio Fábio no tradicional Colégio Shepard, lá para as bandas da Tijuca. Encontrei-me com amigos aos quais não via há muito tempo. Abraços. Sorrisos. Encantos. Gente pensante espalhada e esprimida num salão que ficou pequeno. Pena não ter levado um gravador. Muitas reflexões dentro de uma reflexão merecia ouvi-la novamente em casa. Era o 1º encontro das Estações Caminho da Graça. Após, papo-cabeça com uma amiga que me ensina até quando fala. Trocando idéias, falei-lhe de alguns planos. Ela, acerca dos seus, convidou-me a uma viagem aos “sons do corpo”. Dia desses falarei melhor sobre o tema. Foi uma delícia. O papo com ela, certamente. Mas me refiro ao domingo inteirinho sem dieta de cultura. Chega de fastio!

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