Mostrando postagens com marcador Internet. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internet. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Um [novo] verbo: twittar


Confesso que ainda estou aprendendo sobre o tal programa Twitter. Confesso que Orkut e MSN não me seduzem há séculos, tanto que não os tenho. Confesso que fui atraído porque o programa não é de conversação, o que não me agrada, e sim de troca de informações. Confesso que a sede por informações é o que mais me convenceu da utilidade (eu as seleciono por categorias e temas). Confesso que, às vezes, me perco nas ferramentas (apesar de tão simples), mas até que o meu twitter já deu uma melhorada básica. Confesso que os poucos caracteres me exercitam o dom. Confesso que é viciante nos primeiros dias. De uma certa forma, confesso que fico mais ‘antenado’ agora sobre vários assuntos (trânsito na minha cidade, meteorologia, promoções musicais – amo ganhar CDs! –, promoções literárias – adoro ganhar livros! -, shows, exposições e peças em cartaz no momento, cancelamentos de shows, os projetos que estão sendo votados neste instante e até quantos compareceram nas sessões da Câmara e do Senado, as novas leis promulgadas, resultados de jogos, etc). Confesso, por sua vez, que há muita coisa que não vem ao caso (informações sem nexo algum, bobagens, etc). Confesso que é preciso ter discernimento e bom senso pra não perder-se lendo tanta coisa. Não somos máquinas. Somos seres com um tempo apropriado para nosso aprendizado. Por falar nisso, eis uma pérola que captei neste instante das praias twitteiras de um dos autores que mais admiro (suas obras me fazem um bem daqueles!):


“Nós não somos máquinas. Somos seres da natureza (...) .É perigoso introduzir pressa num corpo que tem suas raízes na lentidão da natureza.”

Rubem Alves



Notinhas de rodapé: Já coloquei o link do meu twitter no texto. Acho que vou colocá-lo mais destacado na barrinha ao lado. Ainda decidirei sobre a conveniência ou não. E, como não poderia deixar de ser: um excelente feriado de Corpus Christi a todos!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Desconectado em tempo real...




Diante das atuais circunstâncias fico me perguntando pra onde ir...

Falei ultimamente sobre meu desencanto do mundo virtual. Não imaginava que viria a ser arrancado tão inesperadamente dele. Há cinco dias estou sem conexão com a internet. De férias, resta-me o PC de casa. Justamente aqui fui ter problemas com o provedor. Não envio nem recebo um único e-mail. Não respondo a ninguém. Perguntas e respostas se acumulam. Pra piorar, a linha telefônica anda baleada. Depois de alguns temporais típicos deste verão, os ruídos me impedem de ouvir e identificar as vozes. Já por duas vezes os técnicos estiveram aqui, a meu pedido. Um deles falou da oxidação já que moro a poucos minutos do mar. E daí, qual a solução – eis minha perguntinha de retórica. Aguardar uma equipe pra reparar os cabos! – eis a resposta que ouvi.

Tenho “amigos virtuais” que, à vista dos últimos e-mails que recebi [antes de ficar “ilhado”], anseiam por um simples alô. Não tenho como “chegar” até eles...

De repente o mundo virtual torna o mundo real mais trabalhoso, diria. Basta ficar desconectado do mundo por alguns poucos dias. Poucos dias?! Tem sido uma eternidade! Nem leio mais às notícias em tempo real pelo portal do G1! Não assisto a um videozinho sequer do Youtube! Na falta de conexão voltei a manusear meu velho e bom dicionário (ah, saudades do meu Michaelis on line!...). Tudo parece meio perdido. Sem direção. A pergunta ecoa pelos corredores do pensamento: aonde ir?...

Que a virtualidade possa ter seus confortos (pra evitar ser repetitivo com as facilidades) não se duvida. Tudo é mais prático. Tudo, não. Quase tudo! Insisto nas reflexões anteriores sobre os cuidados [repito a palavra "cuidados" pra que não me leiam com impressões de inimizade ao mundo virtual] que se deve ter com o coração. Relacionamentos virtuais tendem a ser, em boa parte das vezes, meras projeções. Jogo de aparências photoshopadas. Até o papo é photoshopado com as palavrinhas elegantes e politicamente corretas...

Na falta de internet, os livros e as cartas. Estou chocado com os relatos do Marcelo Quintela lá na Nigéria e o grande problema social com o misticismo das crianças “bruxificadas”. Pobres coitadas, são estigmatizadas assim por lideranças religiosas para “explicar” as mazelas familiares, incluindo-se a própria miséria. Na falta de sono nesta madrugada, a brisa do mar me visita sorrateira pela varanda de meu quarto.

Os pensamentos seguem por conexões que independem da rede internauta. São próprios. Altivos. Saudosos. Inquietos. Preciso voltar ao Jardim Botânico. Preciso de novos encantos. Preciso do aprendizado daquelas raízes. Preciso do solo da realidade, a despeito de todas as facilidades do universo virtual. Mas entre teclados e pele, sou pela pele. Sou pela paz. A dos meus desejos... É pra lá que eu vou. Com ou sem conexão direta... Bom final de semana a todos!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Equilibrando-me


Buscar o equilíbrio e a sobriedade em todas as coisas. Não digo que é uma tarefa extremamente fácil, pois não é. Nem todas as coisas se vestem de simplicidade. Pior, nem todas são simplistas. Por um lado isso é bom. Não descansamos, ao contrário, vamos à luta. Caminhamos na existência buscando aprender. Falei de equilíbrio e sobriedade pensando no tempo gasto ultimamente com a virtualidade (hã?). Já encontraram uma daquelas máximas orkuteiras “Saia do Orkut e leia um livro!”? Pois, é. Tô levando a idéia a sério. Trata-se de uma idéia envernizada de literalidade. Não, não sou adepto das literalidades. É por conta delas que esquisitices surgem no dia a dia, a começar pelas formas de comunicação. Massacres também foram realizados na História [e ainda continuam sendo!]. Como diria um amigo meu, mestre em História: “isso é o ó, Cardo!”. Não é dessa literalidade hermenêutica que me refiro. Aqui a literalidade se firma pela minha busca de melhores opções: ler um bom livro, escrever e estudar coisas novas. Ter tempo pra investir em mim. Respirar as brisas salgadas do Arpoador... Namorar até que poderia entrar na lista se não fosse a literalidade [!] da escassez de safra com conteúdo... Quem conseguiu, faça bom proveito. Literalmente, “as you want”! Duvido que não seja um excelente investimento!

É por ter gasto mais tempo que deveria, ao menos, a princípio, com programas de relacionamento virtual [Orkut, por exemplo] que deixei de usufruir melhor a sobriedade de meu precioso tempo. Pra mim, no final das contas, foi uma espécie de “desequilíbrio”. Nada que não seja reversível mesmo considerando que “águas passadas não movem moinhos”. O que importa é o instante “agora”. E agora quero mais é reequilibrar os ponteiros. Tempo já separei. As leituras já estão em andamento. As linhas é que continuam sendo paridas num texto daqui e dali conforme o vai-e-vem dos meus dedos sobre as teclas do PC. Uma leve interrupção. O telefone toca. Até as sensorialidades merecem equilíbrio nestas horas. O teclar que engravida as letras descansa. Hora de ouvir. Depois, retornarei. Perfeito - e equilibrado - pra mim...

domingo, 24 de janeiro de 2010

A dimensão virtual


Mergulhando um pouco na dimensão virtual sei que alguns a defendem com unhas e dentes. Sei dos avanços que nos facilitam a vida. O tempo urge [sobretudo o cotidiano nos grandes centros urbanos], sei disso. Eu mesmo já cansei de ser beneficiado, desde pagar contas e verificar extratos, a ler obras e pegar resultado de exames laboratoriais, sem contar no envio e no recebimento de documentos importantes pelo âmbito profissional da coisa, entre centenas de outras facilidades proporcionadas pelos caminhos virtuais. Mas, convenhamos: nada substitui a presença. Falo em todos os aspectos. Há sempre mais um que quando se está presente, quando se olha no olho. Se falarmos em termos de relacionamentos, então... putz! A virtualidade é mero aprendiz!

Não sou crítico da virtualidade, reconheço suas benesses. Só não sou entusiasta. Gosto de deixar minhas marcas no universo virtual; afinal, é inegável o alcance dele [ainda que comparado à realidade de um anúncio boca-a-boca]. Gosto de semear caracteres, mesmo duvidando de alguns ambientes receptivos. Mas não substituo alguns aspectos das dinâmicas do meu cotidiano pelo bom papo “live” e em “high definition” na realidade. É por essas e outras que o tal de eme-esse-ene [e similares] nunca me seduziram. No Brasil a Google está com tudo e não está prosa. Orkut é a maior rede de relacionamentos on line da pátria tupiniquim. Gasta-se [ou perde-se?] horas diante da telinha trocando impressões, montando álbuns da última balada, photoshopando uma olheira daqui e dali, um pneuzinho daqui e dali, enfim, maquiando o que pode [e o que não pode] a fim de aparentar o que não se é de fato.

Conteúdo? Até os que dizem gostar, rendem-se às seduções das aparências do que nunca foi. O processo de auto-engano é viciante na virtualidade. Tem gente que foge da realidade, literalmente. Outros tantos precisam – quase desesperadamente – dos sonhos projetados; do contrário, sobra a realidade do que se é. Mas será que o que se é é tão apavorante assim? Por que projetar é mais “divertido”? Aparência ,como já diz o termo, é apenas o que aparenta ser. Não é. Aparenta. E se apenas aparenta, tudo volta à estaca zero: não é. Ponto final. Agora, vá lá se entender porque “não ser” fascina tanto!...

Cyber-amor

Falando mais sobre os processos de relacionamento na virtualidade a professora Ana D”Araújo escreveu um artigo interessante; na verdade, é o retrato do que se vê na construção cotidiana dos afetos [frágeis] pela telinha do PC. Segue uma palhinha de um pequeno trecho em duas imagens logo abaixo.




Quem estiver a fim de ler o restante do artigo, clique aqui.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Novidade no blog


No final da coluna à direita vocês saberão quantos visitantes estão acompanhando estes farelos. Identificados pelo IP de suas máquinas e pelo país de acesso (com suas respectivas bandeiras), a novidade foi uma dica captada ao visitar o blog de um amigo no sábado passado. Neste final de semana, pra se ter uma rápida idéia, alguns brasileiros, dois visitantes da França, um dos EUA e outro da Comunidade Européia andaram investigando farelos por aqui (rs...). É o que se pode verificar no banner intitulado Fareleiros. Pensando nisso, contratei os exímios serviços do Sr. Sherlock e de seu fiel escudeiro, Sr. Watson (imagem no canto à esquerda), para me ajudar. Está dando certo. Good boys!

Nota inicial: It’s too bad. Estava reconfigurando as cores do serviço quando, por descuido, apaguei o contador. Moral da história: a contagem teve reinício agora, segunda-feira, 22h. Quem viu, viu, né, maninha?

Notas de aniversário: hoje é niver de minha grande amiga de infância, Marcinha. Parabéns! Faço questão de registrar o carinho enorme por quem sempre esteve ao meu lado (e vice-versa), até quando insisti na santa loucura de fazer alguma coisa pela população de rua e ela, de pronto, me ajudou com seus serviços de enfermagem pelas madrugadas à cata de gente que ninguém quer abraçar. Nosso trabalho, aliado ao esforço de muitos outros amigos que aceitaram a "missão" (não citarei nomes, éramos mais de duas dúzias), mudou a nossa visão de mundo. Posso dizer isso, inclusive, por ela (e por todos os que trabalharam com coração na palma das mãos). Amanhã, bem sei, o niver de meu amigo poeta urbano, o que mais me conhece por inteiro entre os amigos de perto, Devid. Privilégio concedido por pura Graça, ele bem sabe. Feliz aniversário a estes dois seres impulsivamente especiais! I want cake, everybody!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Uma despedida virtual

Ontem saí do orkut após longos quatro anos e dois meses. Alguns amigos nasceram por meio dele. Mas vejo que apenas aqueles com os quais consigo contatos fora da virtualidade estão sendo mantidos com vínculos. Conheci vários na virtualidade e que ganharam força com o encontro fora do universo dos bytes e megabytes. Gustavo, Marcinho I e II, Kaio e também a linda Madrezita ("mi Madrezita", diga-se) estão nas minhas páginas do coração. Aos demais, como já disse, resta meu coração aberto e receptivo a ampliar os alvos de meus investimentos. Amizades são os melhores investimentos, após nossa auto-descoberta. Agora, certamente, terei mais tempo pra me dedicar a mais estudos, a mais artigos e mais leituras que me aguardam.

terça-feira, 4 de março de 2008

Apenas pra lembrar dos aniversários


Sempre gostei de escrever e-mails pelo Outlook Express, programa de correio eletrônico do sr. Gates. Baixo os que entram pela minha caixa de entrada. Separo-os. Leio todos. Respondo alguns. Recebi um mail de meu amigo Darilton tempos atrás me convidando a fornecer minha data de aniversário. Mensagem automática do Sonico, um programinha latino tentando concorrer com o orkut. Diferenças à parte, gostei porque serve como alerta para os aniversários de amigos sem precisar enviar ou receber recados. Disto, confesso, cansei. Um telefonema ou mesmo um e-mail é bem melhor que aqueles recadinhos “fast food”. Daí, criei uma conta com meu apelido “Cardo” pra poder solicitar datas de aniversários dos amigos e recebê-las no meu alerta. Já avisei que, no meu caso, o programa servirá apenas pra isso. Estou de saco cheio de orkuts, gazzags e seus prolongamentos cibernéticos. Tenham o nome que tiver.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Coisas pra cansar


Hoje é quarta-feira. Lápis apontados. Há muito tempo não usava lápis. Rabiscos soltos. Idéias voláteis. Idéias fixas. Idéias-pensamentos. Pensamentos-idéias. Lendo e relendo “scraps”, esses tais recadinhos cuja variante no inglês invade o nosso bom português-salve-salve! Muita coisa acerca da qual já avisei. Respostas clicadas no “enviar recado”. Um saco ser repetitivo! Por essas e outras que decidi [de novo?] sair do tal orkut. É, devo estar velho demais. Minha paciência vira produto escasso. Pra que a gente tem orkut? Peraí, deixa eu refazer a pergunta: pra que eu tenho orkut? O programa tem suas próprias respostas. Vejamos: contato profissional, namoro, amizade, blá blá blá. Então, o que eu procuro por lá? Não sei. Antes, curiosidade. Idos de 2004. Alguns “amigos” sendo adicionados. Gente aparentemente interessante. Gente aparentemente com gostos em comum. Gente aparentemente... Aparente é o que aparenta, assegura um dos seus conceitos na gramática. A virtualidade é isso. Tudo aparentemente por detrás do monitor do PC. Vai-se aceitando. Vai-se adicionando. Vai-se aumentando o círculo de amizades. Círculo? Que círculo? Não nos vemos. Não nos encontramos. Não tanta-coisa! E todas elas me cansam.

“Como é bom ver tanta gente bem em volta da minha vida...” – canta o Ira! Dessas coisas é que não me canso.

Related Posts with Thumbnails